Psiconeuroimunologia - Emoção e Imunidade 2

Como ocorrem as influências do Estresse sobre a Imunidade. Aqui, em especial, o Lupus e a Urticária
| Psicossomática |

Células da defesa imunológica em ataque a um antígeno

É no Sistema Límbico que tem início a função psíquica de avaliar a situação, os fatos e eventos de vida. Esse modo de avaliação sempre leva em consideração vários elementos, tais como, a personalidade, a experiência vivida, as circunstâncias atuais, as normas culturais. Acontecem também a partir do Sistema Límbico, as diversas interações entre os sistemas nervoso, endócrino e imunológico, fazendo interagir as percepções córticocerebrais com o hipotálamo.

O Estresse, por sua vez, seja ele de natureza física, psicológica ou social, é um termo que compreende um conjunto de reações fisiológicas, as quais, sendo exageradas em intensidade e duração, acabam por causar desequilíbrio no organismo, freqüentemente com efeitos danosos.

As primeiras constatações do Estresse emocional foram relatadas a partir de 1943, quando então se comprovou um aumento da excreção urinária dos hormônios da suprarenal (cortisol e adrenalina) em pilotos e instrutores aeronáuticos em vôos simulados. Alguns anos antes essas alterações já haviam sido suspeitadas pesquisando competidores de natação momentos antes das provas.

O conceito original de Estresse, entretanto, foi apresentado antes (1936) pelo pesquisador canadense de origem francesa Hans Selye, a partir de experimentos em que animais eram submetidos a situações agressivas diversas (estímulos estressores), e cujos organismos respondiam sempre de forma regular e específica.

Selye descreveu toda ocorrência do Estresse sob o nome de Síndrome Geral de Adaptação, com três fases sucessivas: alarme, resistência e esgotamento. Após a fase de esgotamento, observava o surgimento de algumas doenças, tais como a úlcera péptica, a hipertensão arterial, artrites e lesões miocárdicas .

Como já ressaltamos em outros textos, mais importantes que os estímulos objetivamente tidos como estressores, são os estímulos estressores avaliados e julgados como tais pelas diferentes pessoas. Existe uma sensibilidade (afetiva) pessoal e particular em cada um de nós, constituindo um conjunto de mecanismos dos quais o organismo lança mão em reação aos agentes particularmente tidos como estressores, caracterizando a forma como cada pessoa avalia e lida com estas situações.

Essa sensibilidade pessoal à realidade explica por que avaliamos desta ou daquela forma as situações tidas como desafiadoras, enfrentando-as ou não, e reagindo à elas de maneiras particularidades e muito pessoais, "permitindo" assim que elas exerçam maior ou menor repercussão sobre o organismo.

Fisiologia da Resposta ao Estresse

O Sistema Neuro-Endócrino-Imunológico
Entre 1970 e 1990 foram muito expressivos os experimentos de laboratório que tentavam comprovar a relação entre Sistema Nervoso Central (SNC) e Sistema Imunológico. Nessas duas décadas chegou-se a constatar o despovoamento celular do timo em ratos, através da indução de lesões no hipotálamo. Também se demonstrou que lesões destrutivas no hipotálamo dorsal levavam à supressão da resposta de anticorpos. Isso tudo sugeria que o hipotálamo seria uma espécie de base de integração entre os sistemas nervoso e imunológico na resposta ao estresse (Mauro Diniz Moreira, Julio de Melo Filho, Psicossomática Hoje, Artes Médicas).

A partir de 1990 constata-se também que alterações ocorridas na hipófise também poderiam determinar modificações imunológicas, visto que a extirpação dessa glândula ou mesmo seu bloqueio farmacológico impedia a resposta imunológico no animal de laboratório (Khansari DN, Effects of stress on the immune system - Immunol. Today, v.11, no. 5, p.170, 1990).

A resposta imune ao estresse se dá através de uma ação conjunta entre o sistema nervoso, sistema endócrino e sistema imunológico. Por excesso de intensidade ou duração do estresse pode surgir alguma doença atrelada a qualquer desses sistemas.

Experiências, Estresse e Imunologia 
Uma alteração precoce que se observa durante o estresse é o aumento nos níveis dos hormônios corticoesteróides secretados pelas glândulas suprarrenais (cortisona). Parece que estes níveis acham-se em proporção inversa à eficácia dos mecanismos de adaptação, ou seja, nos casos com mecanismos adaptativos adequados os níveis não são muito elevados mas, no caso de pessoas deprimidas, portanto, com severas dificuldades adaptativas, esses níveis são maiores.

A glândula suprarrenal parece ter um desempenho mais ou menos seletivo no estresse. Em estados de agressão, enquanto sua parte central (córtex) produz cortisol, a medula da glândula também participa, liberando norepinefrina (noradrenalina). Nas situações estressoras de tensão e ansiedade a liberação medular privilegia a epinefrina (adrenalina).

Mello Filho reviu experimento de 1976, onde pôde constatar em macacos submetidos a estresse um aumento dos níveis de 17 hidroxicorticóides, catecolaminas (epinefrina e norepinefrina), hormônio estimulador da tireóide (TSH) e hormônio do crescimento (GH), enquanto se observava um decréscimo dos hormônios sexuais, invertendo-se essa situação à medida que o animal se recuperava (Mauro Diniz Moreira, Julio de Melo Filho, idem).

As catecolaminas (adrenalina e noradrenalina) afetam as reações imunológicas, seja por reação fisiológica, como por exemplo a contração do baço, seja por estímulo celular através de receptores específicos (adrenérgicos) na membrana celular. O certo é que o aumento das catecolaminas inibe as respostas de anticorpos.

E as catecolaminas podem ter sua liberação condicionada à fatores neuropsicológicos. Num estudo clássico, desenvolvia-se experimentalmente a supressão da função imunológica pelo uso de imunossupressor (ciclofosfamida), associado a uma bebida contendo substância de gosto muito particular e forte (sacarina). Essa supressão podia repetir-se quando era administrada apenas a bebida com sacarina, caracterizando portanto uma supressão imunológica através de condicionamento biológico, já que a sacarina não é imunossupressora.

Portanto, como vimos até agora, as células do sistema imunológico encontram-se sob uma complexa rede de influência dos sistemas nervoso e endócrino. Seus mediadores (neurotransmissores e hormônios diversos) atuam sinergicamente com outros produtos linfocitários, de macrófagos e moléculas de produtos inflamatórios na regulação de suas ações.

Experiências dessa natureza sugerem grande variedade de hipóteses sobre a influência das emoções na imunidade. Será a crença no remédio tão importante quanto o próprio remédio? Será que isso ajuda a explicar o efeito dos placebos e da medicina alternativa? Seriam, essas hipóteses, capazes de estabelecer relações entre os estados de ânimo positivos e o aumento da sobrevida de pacientes portadores de AIDS, ou de câncer?

O sistema imunológico, portanto, parece explicar as interações entre os fenômenos psicossociais aos quais as pessoas estão submetidas e importantíssimas áreas de patologia humana como, por exemplo, as doenças de auto-imunes (auto-agressão), infecciosas, neoplásicas e são centenas de experimentos que atestam a expressiva influência das emoções no Sistema Imunológico. Vamos relacionar, na Tabela abaixo, apenas poucos trabalhos experimentais sobre imunidade e transtorno emocional, alguns referidos por Melo Filho e outros mais recentes.

AUTOR

ANO

EXPERIMENTO

Meyer e Haggerty 1956 16 famílias acompanhadas por um período de 12 meses, cerca de um quarto de todas infecções de orofaringe por estreptocócos seguiram-se a crises familiares.
Kasl 1979 Observou que cadetes militares em épocas de grande pressão eram mais propensos a contrair mononucleose infecciosa do que outros cadetes pertencentes a grupo controle.
Baker e Brewerton 1981 Estudaram 22 pacientes portadores de artrite reumatóide e os compararam com grupos controle. Puderam observar que o início da doença seguiu-se a eventos traumáticos na vida destes pacientes em nível estatístico significativo, quando comparados ao grupo controle.
Schleifer 1983 15 homens que recentemente perderam suas mulheres por câncer de mama tinham respostas diminuídas de Linfócitos T no início do trabalho, com aparente recuperação na medida que o acompanhamento prosseguia e o luto passava.
Kronfol 1983 Utilizou a fitogemaglutinina, a concavalina A e o mitógeno vegetal PW que induzem ativação de linfócitos para estudar competência imunológico em indivíduos deprimidos, encontrando alterações.
Linn 1984 Encontra função imunológica reduzida em pessoas enlutadas e com graus importantes de depressão avaliados por uma escala.
Marasanov 1999 Um relacionamento entre falha imunológica e distúrbios emocionais (ansiedade, fobia e depressão), foram identificados em pacientes com câncer de pulmão.
Mori, Kaname e Sumida 1999 O cortisol do plasma aumentou durante estimulação de estresse em gatos, sugerindo que o estresse hipotalâmico induzido é um modelo útil para estudos imunológicos.

 

Lupus Eritematoso Sistêmico
Apesar de muitos homens serem afetados pelo Lúpus, ele costuma ocorrer de 10 a 15 vezes mais nas mulheres adultas do que nos homens adultos. Mesmo entre as mulheres, acredita-se que aquelas de origem africana, indígena ou asiática desenvolvam a doença com mais freqüência do que mulheres brancas.

Possivelmente os fatores hormonais seriam responsáveis pela maior incidência do Lúpus entre as mulheres. Isso pode ser suspeitado tendo em vista o aumento dos sintomas que ocorre antes do período menstrual e durante a gravidez. Particularmente o estrogênio estaria relacionado à doença. Quanto à idade, o Lúpus pode aparecer em qualquer faixa etária e os sintomas serão os mesmos nos homens e mulheres.

O Lúpus Eritematoso Sistêmico ou, mais simplesmente Lúpus, é uma doença crônica, auto-imune, que causa inflamações em várias partes do corpo, especialmente na pele, juntas, sangue e rins.

Vejamos como podem ser entendidas as chamadas Doenças Auto-imunes.

No estado normal nosso sistema imunológico produz proteínas chamadas anticorpos cuja função é proteger o organismo das eventuais agressões, sejam dos vírus, das bactérias, de células cancerígenas e quaisquer outros corpos estranhos. Estes agentes agressores, capazes de determinar a produção automática de anticorpos, são então chamados antígenos.

Devido a uma desordem imunológica, como ocorre no Lúpus (existem muitas outras), o sistema imunológico defensivo perde sua habilidade de diferenciar os corpos estranhos (antígenos) e suas próprias células e passa a direcionar anticorpos contra o próprio organismo. Estes anticorpos dirigidos anormalmente contra o próprio organismo são chamados de auto-anticorpos.

Os auto-anticorpos acabam reagindo com elementos do próprio organismo formando complexos imunológicos. São esses tais complexos imunológicos que acabam crescendo nos diversos tecidos, dependendo do tipo da doença auto-imune, causando todo tipo de lesões.

Quando esses tecidos são, por exemplo os rins, teremos as glomerulonefrites agudas auto-imunes, assim como podemos ter as artrites da febre reumática, ou a inflamação da tireoidite e assim por diante. Assim sendo, o Lúpus é um dos tipos das chamadas doenças auto-imunes.

Tipos de Lúpus
Existem 3 tipos de Lúpus: o Lúpus Discóide, o Lúpus Sistêmico, e o Lúpus Induzido por Drogas.

a) - O Lúpus Discóide é sempre limitado à pele. É identificado por inflamações cutâneas que aparecem na face, nuca e couro cabeludo. Aproximadamente 10% das pessoas Lúpus Discóide pode evoluir para o Lúpus Sistêmico, o qual pode afetar quase todos os órgãos ou sistemas do corpo.
b) - O Lúpus Sistêmico costuma ser mais grave que o Lúpus Discóide e, como o nome diz (sistêmico=geral), pode afetar quase todos os órgãos e sistemas. Em algumas pessoas predominam lesões apenas na pele e nas juntas, em outras podem predominar as juntas, rins, pulmões, sangue, em outras ainda, outros órgãos e tecidos podem ser afetados. Enfim, cada caso de Lúpus é diferente do outro.
c) - O Lúpus Induzido por Drogas, também como o nome diz, ocorre como conseqüência do uso de certas drogas ou medicamentos. Os sintomas são muito parecidos com o Lúpus Sistêmico.
Algumas drogas já foram detectadas como facilitadoras do desenvolvimento de Lúpus. É o caso, por exemplo, da hidralazina, medicamento para tratamento da hipertensão, ou da procainamida, usada para tratamento de algumas arritmias cardíacas.

Entretanto, quando ocorre a doença auto-imune devido ao uso dessas substâncias, isso depende mais da pessoa que da própria substância, ou seja, não são todas as pessoas que tomam esses produtos que desenvolverão o Lúpus, mas apenas uma pequena porcentagem delas. Isso significa que a imunidade dessas pessoas vulneráveis à doença auto-imune é que é o problema, propriamente dito.

Causas do Lúpus
As causas do Lúpus não são totalmente conhecidas, mas sabe-se que fatores ambientais e genéticos estão envolvidos. Enquanto os cientistas acreditam haver uma predisposição genética para a doença, é sabido que fatores ambientais também têm importante papel para eclodir o Lúpus. Alguns dos fatores ambientais que podem despertar a doença são: infecções, medicamentos, exposição a raios ultravioletas e o estresse. É por causa desse último fator associado à causa, o estresse, que o Lúpus pertence também ao capítulo das doenças psicossomáticas.

Em relação ao componente genético do Lúpus, podemos dizer que embora a doença seja conhecida por ocorrer dentro de famílias, não houve ainda a identificação de um gene ou genes responsáveis por ela. É em torno de 10 a 12% o número de pacientes que têm parentes próximos com a doença, e apenas 5% de filhos de pacientes desenvolverão o Lúpus.


Sintomas e Diagnóstico do Lúpus
Apesar do Lúpus poder afetar qualquer área do organismo, a maioria dos pacientes apresenta os sintomas em apenas alguns órgãos. Devido esse aspecto geral (sistêmico) do Lúpus, ele pode se assemelhar a muitas outras doenças, tornando seu diagnóstico difícil.

Lupus Eritematoso Sistêmico - LES     O diagnóstico é feito, muitas vezes, por um cuidadoso exame clínico, uma detalhada entrevista e através de exames de laboratórios. Atualmente não há um exame específico para determinar se a pessoa tem Lúpus ou não.

Para o Lúpus Discóide o diagnosticado pode ser facilitado por biópsia do tecido atingido pela inflamação. Nesse caso, a biópsia vai mostrar anormalidades que não são encontradas na pele normal. Geralmente esse tipo de Lúpus não atinge órgãos internos do corpo. Nesse caso, o teste ANA, um teste sangüíneo usado para detectar Lúpus Sistêmico, pode dar negativo.

O suspeito de Lúpus deve apresentar pelo menos quatro dos sintomas abaixo, mesmo que esses sintomas possam não ocorrem todos necessariamente ao mesmo tempo.

Critérios Usados Para Diagnosticar Lúpus
Erupções cutâneas
Erupções no malar (maçãs do rosto)
Erupção discóide (em forma de disco)
Manchas vermelhas protuberantes
Fotossensibilidade
Reação à luz do sol com erupções cutâneas
Ulcerações Orais
Feridas no nariz e na boca, normalmente sem nenhuma dor
Artrite
Artrite não erosiva, envolvendo duas ou mais juntas periféricas (artrite que não destrói os ossos próximos às juntas)
Seroenterite
Pleurite ou pericardite

Muitas vezes os rins são comprometidos no Lúpus, havendo excesso de proteína na urina e/ou aumento de células, elementos anormais derivados de hemácias e/ou leucócitos e/ou de células de tubos renais.

Com certa freqüência podem surgir sintomas neuro-psiquiátricos, tais como convulsões e psicose. No sangue o Lúpus pode provocar anemia hemolítica, diminuição de leucócitos abaixo de 4000 células por milímetro cúbico (leucopenia).

O primeiro teste de laboratório idealizado para detectar o Lúpus foi o teste celular LE (lupus erythematosus). Quando o teste é repetido várias vezes, costuma ser positivo em 90% das pessoas portadora de Lúpus Sistêmico. Entretanto, nem todas as pessoas com o teste celular LE positivo estão com Lúpus. Esse teste pode dar positivo em até 20% das pessoas com artrite reumática, em outras condições reumáticas, em pacientes com problemas no fígado e em pessoas usam drogas como procainamide, hydralazine e outras.

Outro teste, o chamado Teste de Fator Anti Nuclear (ANA ou FANA) é mais específico para o Lúpus do que o teste celular LE. Este teste dá positivo em virtualmente todas as pessoas com Lúpus Sistêmico e é o melhor exame disponível atualmente. É tão eficaz para Lúpus que se o resultado for negativo, provavelmente o paciente não tem a doença.

Devido à essas dificuldades clínicas e laboratoriais, pode levar um bom tempo até que uma pessoa seja definitivamente diagnosticada com Lúpus. Durante esse período, o paciente pode se sentir frustrado pela aparente incapacidade dos médicos em confirmar um diagnóstico. Antes que o diagnóstico seja confirmado, algumas queixas principais do paciente serão de ordem emocional.

O Lúpus e a Depressão
Há uma percepção clínica geral de que a Depressão ocorra com freqüência no curso do Lúpus. Se essa Depressão pode ser normalmente esperada devido ao estresse e aos sacrifícios impostos pela doença ou se, ao contrário, é ela que agrava e desencadeia os sintomas e crises agudas é uma questão de difícil resposta.

As pessoas com Lúpus e deprimidas normalmente são alertadas que esse estado emocional pode ser induzido pelo próprio Lúpus, pelos medicamentos usados no tratamento e por um incontável número de fatores vivenciais com alguma relação com essa doença crônica.

Mas, a condição clínica de Depressão não deve ser confundida com as pequenas alterações diárias de humor, a que todos estamos sujeitos no enfrentamento das dificuldade cotidianas. Ao nos sentirmos felizes ou angustiados ou invejosos ou irritados, todos estamos "deprimidos" de vez em quando.

Por outro lado, Transtorno Depressivo clinicamente identificado é um prolongado e desagradável estado de incapacidade com intranqüilidade, ansiedade, irritabilidade, sentimentos de culpa ou remorso, baixa auto-estima, incapacidade de concentração, memória fraca, indecisão, falta de interesse nas coisas que normalmente gostava, fadiga e uma variedade de sintomas físicos tais como dores de cabeça, palpitações, diminuição do apetite e/ou performance sexual, outras dores no corpo, indigestão, constipação ou diarréia etc..

Alguns estudos mostram que 15% das pessoas com doenças crônicas em geral sofrem de Transtorno Depressivo ; outros autores aumentam esse número para quase 60%. De qualquer forma, é bom ter em mente que, embora o Transtorno Depressivo seja muito mais comum em portadores de doenças crônicas, como por exemplo o Lúpus, do que no resto da população, nem todos esses doentes vão sofrer de Depressão obrigatoriamente (Howard S. Shapiro).

No Lúpus Eritematoso Sistêmico os sintomas da depressão, tais como a apatia, letargia, perda de energia ou interesse, insônia, aumento nas dores, redução do apetite e da performance sexual, etc., podem estar sendo atribuídos à própria doença e, com isso, minimizando a importância clínica desse estado afetivo passível de tratamento.

Por causa disso ou, devido à insensibilidade do clínico, a maioria dos casos de Depressão no paciente lúpico passa despercebido e sem tratamento, muitas vezes até que a doença atinja estágios bastante avançados, quando a gravidade do problema se torna insuportável para o paciente, correndo risco de levar ao suicídio. Na realidade, muitos estudos indicam que entre 30 e 50% dos casos de Depressão não são diagnosticados pelos procedimentos médicos corriqueiros.

Muitos pacientes com Lúpus se recusam a admitir que estejam em um estado depressivo e negam com veemência que estão se sentindo infelizes, intimidados ou deprimidos. Eles pretendem transmitir uma imagem de coragem, determinação ou coisa assim. Nesses casos os pacientes apresentam a Depressão atípica (disfarçada). Eles resistem ao reconhecimento pessoal do estresse emocional e da depressão clássica substituindo os sentimentos típicos por vários outros sintomas físicos. Sim, porque sintomas físicos sempre têm um elogioso aval da sociedade.

Contribuindo ainda para não se proceder um tratamento adequado da Depressão no paciente com Lúpus, está a noção distorcida de que as pessoas com um a doença crônica "têm razões para se sentirem deprimidos porque estão doentes", como se isso justificasse o não tratamento e o descaso diante do fato. Essa crença interfere no diagnóstico precoce, no tratamento precoce, e no alívio igualmente precoce da depressão.

Entre os vários fatores que contribuem para a Depressão numa doença como o Lúpus estão os abalos emocionais causados pelo estresse e tensão associados à lida com a doença, os sacrifícios e esforços necessários aos ajustes que o paciente deve fazer na sua vida e os vários medicamentos usados no tratamento do Lúpus, como por exemplo os corticosteróides.

Também é importante o envolvimento de certos órgãos no Lúpus, como é o caso do cérebro, coração ou rins, que também pode levar a um estado depressivo. Existem ainda muitos outros fatores ainda pouco explicados que podem estar relacionados à depressão do paciente com Lúpus.

 

Urticária

Entende-se por Urticária, o surgimento relativamente agudo de lesões avermelhadas (eritematosas), papulosas (em relevo elevado), numa área de pele circunscrita, que desaparece à pressão digital e que, caracteristicamente, se acompanha de prurido (coceira). A Urticária aparece de repente e pode desaparecer rapidamente em uma ou duas horas, podendo também durar até 24 horas. Freqüentemente se apresenta em grupos de manchas e aparecem novas manchas enquanto outras desaparecem. Calcula-se que 20% da população tenha sofrido uma erupção de Urticária em alguma etapa de sua vida.

Até aproximadamente a década de 50, a Urticária, doença caracterizada pelo aparecimento de placas (pápulas) avermelhadas, difusas ou localizadas, era considerada uma doença essencialmente alérgica. Acreditava-se, exclusivamente, que a Urticária seria um efeito secundário à ingestão de certos alimentos ou medicamentos mas, o enfoque moderno deste problema aponta para causas alérgicas e não alérgicas.

Quando a Urticária permanece ativa por 6 semanas ou mais é denominada Urticária Crônica e se constitui em sério problema médico, visto a dificuldade de se fazer um diagnóstico preciso de sua causa. Além deste aspecto duradouro da crise de urticária da Urticária Crônica, o quadro tende a permanecer por longo tempo num eterno vai-e-vem das crises (em termos médios cerca de 5 anos).

A Urticária Crônica é uma doença de origem multifatorial, envolvendo células e estruturas protêicas que constituem a pele, cujo mecanismo inflamatório não depende exclusivamente do envolvimento da pele, mas sim do organismo geral.

O início dos sintomas da Urticária é mediado pela histamina, mas o processo todo da doença é mais complexo. O verdadeiro responsável pela manifestação local ou corporal da Urticária é a célula sanguínea chamada mastócito. Os mastócitos costumam estar muito aumentados no sangue periférico dos pacientes com Urticária, mas esse aumento observado não resultaria de um verdadeiro defeito primário do organismo mas, possivelmente, da indução (física ou emocional) desse defeito que quebraria o equilíbrio biológico da fisiologia da pele normal.

Além da presença aumentada de mastócitos no paciente com Urticária, costuma estar presente sempre um infiltrado linfocitário em maior ou menor densidade, acompanhado, ocasionalmente, também de eosinófilos.

Existem relatos de sobra na literatura média da associação entre Urticária Crônica e fatores psicossomáticos, mas tal associação tem sido desprezada nos modelos de investigação causal clássicos. Apesar desse descaso da dermatologia, Diniz Moreira (1983), citado por Melo Filho (idem) reviu 12 pacientes com Urticária Crônica, adotando, além de um modelo investigativo etiológico clássico, também uma abordagem integral do doente. Observou que em cerca de 80% dos casos existiam conflitos emocionais na origem e na manutenção dos sintomas da Urticária Crônica. Hoje se sabe, seguramente, que este distúrbio se classifica naqueles de natureza psicossomática.

Tipos de Urticária
Uma forma comum da Urticária é o chamado Dermografismo. Trata-se de uma alteração cutânea que acomete até 5% da população gerla e consta de uma Urticária produzida por fricção ou coceira sobre a pele, ocorrendo freqüentemente depois de banho quente ou quando se usa roupa apertada.

Urticária     O nome Urticária Colinérgica é destinado para a Urticária que se desenvolve depois de atividades que aumentam a temperatura corporal. As atividades que podem causar este tipo da doença incluem: banhos de imersão, ducha muito quente, hidromassagem, exercício, febre ou ansiedade e tensão emocional. Calcula-se que 5% a 7% dos pacientes que sofrem de Urticária podem apresentar a Urticária Colinérgica.

A Urticária induzida pelo frio se apresenta depois da exposição ao vento ou à água a temperatura muito baixa. Esta Urticária pode aparecer nas extremidades e, geralmente, em qualquer área exposta do corpo.

A Urticária Solar é aquela causada por exposição à luz solar ou à lâmpadas solares, podendo ocorrer uma reação dentro de um a três minutos. O exercício pode ser outra causa de Urticária. Alguns indivíduos afetados por esse tipo de Urticária podem também desenvolver obstrução pulmonar e/ou perda de consciência. Esta grave reação se denomina Anafilaxia Induzida pelo exercício.

Cerca de 80% dos casos de Urticária Crônica são apontados como sendo de causa desconhecida. Em conseqüência da abordagem terapêutica utilizada, pôde apreciar evolução muito mais favorável em confronto com os dados disponíveis na literatura médica, pois em cerca de 55% dos casos os sintomas desapareceram em média com 4 meses de tratamento. Em todos os casos criaram-se condições para um verdadeiro processo psicoterápico entre o paciente e o médico alergista, levando a uma eficácia clínica nitidamente superior à obtida com a clássica abordagem organicista.

 

 

Ballone GJ - Psiconeuroimunologia - Emoção e Imunidade 2, - in. PsiqWeb, Internet, disponível em http://www.psqweb.med.br/, revisto em 2007.

 




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SOb o título Psico-Neuro-Imunologia, Mário Quilici escreveu um artigo em março de 2001. Veja um trecho que selecionamos aqui:

"PNI (Psico-Neuro-Imunologia), significa a interação entre esses três sistemas e como tais, esses imporatantes sistemas, podem causa danos ao nosso organismo. A PNI, não é uma ciência nova. Através dos tempos e das culturas, médicos e sábios, procuraram unir o bem estar físico buscando suas origens no psiquismo.

Foi um médico da Trânsilvania, Papai Pariz Ferenc que, essencialmente reiterou Aristóteles e antecipou o surgimento da psiconeuroimunologia (PNI), quando disse em 1680, “Quando as partes do corpo e seus humores não estão em harmonia, então a mente se desequilibra e a melancolia aparece, mas por outro lado, uma mente calma e feliz faz com que todo corpo fique saudável”. Os mecanismos subjacentes a essa ligação , vão ser compreendidos a seguir.

Se assumirmos uma racionalidade adaptativa para o processo evolucionário, faz sentido crer que o sistema nervoso e o sistema imune podem ser conceitualizados como um sistema único e integrado de adaptação defensiva. Ambos têm um senso de identidade, ou seja, sabem o que é o ser e o não ser. Ambos interferem no relacionamento do indivíduo com o mundo exterior e ignoram os elementos externos, independente de serem eles, amigáveis ou perigosos.

Ambos permitem ao organismo sobreviver num ambiente constantemente hostil pelos mecanismos físicos de adaptação e também das defesas psíquicas. E, para fazer isso, esses dois sistemas, possuem memória e aprendem através da experiência. Ambos também monitoram o mundo interno e avaliam o que é ego-sintônico ou distônico.

Identificam aquilo que não é do self e é maligno e instituem defesas contra os componentes malignos do mundo interno. Ambos, cérebro/psiquismo e sistema imune cometem enganos que podem induzir à doença e até mesmo à morte.

Realmente, fatos ou organismos inócuos podem ser percebidos como perigosos e provocar fobias por um lado, bem como alergias por outro. O verdadeiro self pode não ser aceito e então, a depressão e até mesmo o suicídio podem acontecer. O mesmo acontece com as reações auto-imunes que, algumas vezes podem sobrevir de forma fatal.

Tanto a depressão como a auto-imunidade, tornam-se mais comuns com o avanço da idade. Memórias recentes (não remotas) tendem a falhar mais freqüentemente com a idade e a senilidade imune é caracterizada pela pobreza das respostas primárias ao nível dos novos antígenos e uma resposta secundária relativamente forte para antígenos antigos.
" veja a Veja a Fonte.

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O site Lúpus On-Line, um dos mais completos sobre essa doença na língua portuguesa, traz uma relação didática sobre as possíveis causas do Lúpus:

"Imunidade
O sistema imune é regulado por uma combinação de células brancas do sangue e por algumas substâncias solúveis produzidas por elas. Existem basicamente 3 tipos destas células envolvidas no controle da resposta imune: linfócito B (produtores de anticorpos), linfócito T e o macrófago (reguladores da produção). Os linfócitos T, que estimulam a produção de anticorpos são chamados T auxiliadores, e os que reprimem a produção são chamados de T supressores.

Normalmente, o sistema imune tolera seu próprio organismo, não produzindo excessivamente anticorpos contra seu corpo. O que diferencia o paciente de LES é a enorme quantidade de auto-anticorpos dirigida contra seus constituintes próprios. Alguns estudos mostram que nos pacientes de Lúpus, ocorre uma diminuição da atuação do linfócito T supressor, ou mesmo uma intensa estimulação de produção de linfócito T auxiliadores.

Genética
Alguns cientistas acreditam em uma predisposição genética à doença, mas ainda não se conhece os genes causadores.  Apenas 10% dos pacientes de LES tem parentes próximos que desenvolveram a doença. E as estatísticas mostram que apenas 5% de crianças de pais que tem Lúpus desenvolvem a doença.

Hormônio
90% dos pacientes de Lúpus são mulheres, entre 15 e 40 anos de idade. Por isso, o Lúpus parece ter alguma associação com o estrógeno, um hormônio produzido pelas mulheres em seus anos reprodutivos. ...

Estresse
O stress é comprovadamente um disparador do LES. Os cientistas pesquisam a possibilidade da adrenalina e/ou cortisol produzidos pelas glândulas suprarrenais, e relacionados ao estresse, influenciarem o desenvolvimento da doença.

Luz Ultravioleta
Cerca de 30 a 40% dos pacientes de Lúpus apresentam sensibilidade ao componente ultravioleta vindo da luz solar ou artificial, em função de:

- alteração no DNA estimulando a produção anormal
de anticorpos contra ele;
- células da pele (queratinócitos) quando expostas à luz ultravioleta estimulam os linfócitos a produzirem anticorpos;
- a luz UV dificulta a retirada dos imunocomplexos da circulação, que podem se depositar em alguns tecidos provocando inflamação.

Vírus
É possível que linfócitos B sejam infectados por vírus e provoquem a produção de anticorpos em pacientes susceptíveis.

Substâncias Químicas
Alguns remédios como procainamida (para distúrbios do coração), hidrazida (para tuberculose), difenilhidantoína (para epilepsia), hidralazina (para pressão alta), podem produzir um conjunto de sintomas semelhante ao LES em pacientes predispostos.

Descobriu-se que os pacientes demoram mais para metabolizar essas drogas, bastando a suspensão do uso para a regressão dos sintomas.
Veja tudo.

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PSICODERMATOSES

Há uma dissertação de mestrado de Hericka Zogbi, psicóloga, mestre em psicologia clínica e doutora pela PUC-RS, cujo título é: Adaptação e Validação DLQI (Dermatology Life Quality Index) para uma amostra brasileira: Avaliando a Qualidade de Vida em Dermatologia. Veja um trecho:

"No que tange às Psicodermatoses as doenças que compõem este grupo são: acne, alopécia areata, dermatite atópica, herpes, psoríase e vitiligo.

Segundo a classificação de Fitzpatrick (1997) existem três categorias para as psicodermatoses, quais sejam:
1) aquelas com influência psicológica maior, como dermatoses manipulativas ou auto-inflingidas, tricotilomania, delírios ou obsessões envolvendo a pele;
2) condições em que há evidência de desencadeamento emocional, incluindo a urticária crônica, pruridos em geral e alopécia areata
3) outras condições cujo curso é freqüentemente afetado por desequilíbrio emocional, como dermatite atópica, psoríase, acne, dermatite seborréica, herpes.

Essa classificação é semelhante ao estudo apresentado por Koo & Lebwohl. A diferença é que o segundo estudo agrupa os itens 2 e 3 do primeiro. O vitiligo não aparece em nenhuma destas classificações, é o que pontua Müller e propõe que o vitiligo passe a ser enquadrado na categoria três da classificação de Fitzpatrick. Neste estudo, pudemos encontrar resultados interessantes e diferenciados da amostra total para o grupo de doenças consideradas psicodermatoses em relação às demais.

Neste estudo não observamos associações específicas entre idade, sexo e localização da lesão através dos números fornecidos pelo DLQI-BRA. Apenas pudemos apontar em qual dessas categorias há maior ou menor prejuízo na qualidade de vida.

Dentre os estudos de validação pesquisados, os que realizaram uma associação quase que preditiva para qualidade de vida em pacientes com dermatoses foram os da Suécia e o da Noruega, apontando que a o maior prejuízo estaria mais diretamente relacionado com o sexo feminino, com idade menor e com o fato de existir a doença há muito tempo.

Os demais estudos, inclusive o original, não estabelecem esse tipo de associação, preferindo descrever a amostra e os prejuízos causados. O estudo do Reino Unido evidencia que pacientes com doenças crônicas como dermatite atópica, psoríase e acne experimentam um grande prejuízo sobre a qualidade de vida. Nosso estudo corrobora tais informações e salienta que essas três doenças estão incluídas no grupo das psicodermatoses." Veja a Fonte.
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Selecionamos vários trecho do site Dermatologia.net que explicam várias doenças da pele relacionadas ao estresse e transtornos emocionais.

A Acne, por exemplo, é a dermatose que mais cria estresse em seus portadores, porque se localiza no rosto, que não pode ser escondido da vista dos outros e porque é extremamente comum, atingindo quase 100% dos adolescentes e um grande número de adultos. Uma elevada percentagem de pessoas com acne sente vergonha, medo, impaciência e raiva por causa dos cravos e espinhas e alguns se retraem, sentem timidez e se afastam de convívio com grupos, em virtude dos sentimentos negativos que desenvolvem devido à doença.

A Calvície é um outro exemplo. Ela afeta 65% dos homens, é motivo de grande insatisfação e de diminuição da autoestima, gerando preocupação e um nível de insatisfação que obriga os pacientes a procurar todo tipo de tratamento e a submeter-se mesmo a transplantes de cabelos. Pior ainda é a calvície feminina, que atinge somente 10% das mulheres.

Situação embaraçosa também vivem os portadores de Hiperidrose palmo-plantar ou axilar. São pessoas que suam abundantemente nas mãos e pés ou nas axilas ou nas três áreas. Neles existe uma hiperatividade das glândulas sudoríparas dessas regiões, que são acionadas pelo calor e pela tensão emocional. De modo que, sempre que passam por tensões, mínimas que sejam, começam a suar profusamente.

Esta situação lhes cria nova tensão, que realimenta o estímulo à secreção de suor. Daí, passam a ter medo de suar em ocasiões futuras em que precisariam estar com as mãos secas. Basta este pensamento para voltarem a suar. Portanto, o suor cria estresse e este almenta o suor.

A Rosácea, que é uma alteração que se localiza no rosto e se acompanha de pápulas, semelhantes às da acne, chama a atenção pela coloração vermelho vivo ou vermelho arroxeado das faces.

É inevitável que os outros perguntem o que houve com o rosto da portadora (a maioria dos afetados por esta dermatose é do sexo feminino). Daí, vem a tensão por a pessoa saber que terá que enfrentar perguntas indiscretas.

A Dermatite Atópica, doença alérgica que surge logo nos primeiros três meses de idade com eczema extenso e que, com o passar dos anos, tem a tendência a circunscrever-se às dobras dos cotovelos e dos joelhos, é outro exemplo de fonte de estresse. O problema desta dermatite é o prurido intenso que a acompanha. Em alguns pacientes, a erupção persiste generalizada após a puberdade e pela vida em fora. A pele fica vermelhada, com pequenas bolhas e eliminação de líquido nas fases agudas e muito ressecada nas fases crônicas. O estado da pele e a coceira levam a um grau muito alto de impaciência e tensão.

Doença extremamente incômoda e bastante enervante é a Psoríase, que se constitui de placas avermelhadas e escamosas, geralmente acompanhadas de coceira. Ocorre em qualquer parte da pele, principalmente no couro cabeludo, causando uma descamação abundante esbranquiçada, que provoca embaraço no doente. Acresce o fato de não ter ainda uma cura medicamentosa, desenvolvendo-se por surtos, que estão muito relacionados com o estado emocional. O próprio paciente informa que piora sempre que passa por alguma crise de tensão. O fato de não poder controlar o surgimento de lesões em novos surtos, a ausência de perspectivas de cura e o prejuízo para a imagem corporal são fatores de mais estresse, que vai agravar o quadro clínico.

A doença responsável por mais estresse é paradoxalmente aquela com menos incômodo físico, pois que não causa dor nem alteração da superfície da pele e poucas vezes provoca prurido, assim mesmo muito leve. É o Vitiligo, que se caracteriza por manchas brancas oriundas da perda da pigmentação da pele. Fisicamente, não há nenhum prejuízo para o paciente.

O problema do vitiligo é estético. Entretanto, a quantidade de pensamentos negativos que a presença das manchas gera é assombroso e constitui a questão central da doença. O sentimento mais presente nos pacientes é o medo de que as manchas aumentem e tomem toda a pele.

Embora haja tratamentos e possibilidade de cura, a pessoa fica permanentemente assaltada por visões de despigmentação generalizada e repulsa por parte dos outros. ...
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