Personalidade Tipo A - Cardiopatas

Dumbar descreveu traços do coronariano; compulsivo, com tendência ao trabalho contínuo, hiperativo, desprezavam as férias e não dividiam responsabilidades.
| Psicossomática |

A Personalidade Tipo é caracterizada por uma luta contínua, crônica e incessante na tentativa de atingir mais em menos tempo, abrigando uma hostilidade dissimulada e constante. O sentido de urgência e a hostilidade dissimulada dão origem a aborrecimentos, irritação, rancor e impaciência que podem levar à doença coronariana.

Não se pretende afirmar que os enfartados tenham, de um modo geral, personalidades idênticas, nem tampouco semelhantes. Nada disso. O que se diz é que pessoas portadoras de alguns traços de personalidade, normalmente de natureza ansiosa, são propensas a problemas coronarianos mais que pessoas sem esses traços.

Também se contesta que a personalidade dessas pessoas seja constitucionalmente do jeito que se descreve. Nada disso. O que há de comum nesse tipo de personalidade definido como A, é a contundente inclinação à ansiedade exagerada. Os tipos de comportamento decorrente da maneira ansiosa de se viver são mais culturais que biológicos. A competitividade, por exemplo, traço marcante de comportamento da Personalidade Tipo A, só é estimulado pela civilização da produção e do sucesso social, portanto, valores culturais.

Infarto do Miocárdio e Personalidade Tipo A
Apesar de sempre se suspeitar de que o estado emocional alterado, a ansiedade excessiva e os conflitos emocionais crônicos estivessem relacionados ao aumento da incidência de enfermidades cardiovasculares, atualmente já se acumulou evidências suficientes para confirmar que o estresse social e o comportamento chamado de Tipo A, aumentaram significativamente os riscos de doença cardiocirculatória, principalmente a doença coronariana do tipo Infarto do Miocárdio.

A associação estresse-doença coronariana foi observada, inicialmente, nos próprios médicos. Já em 1910, Willian Osler enfatizava que um dos aspectos característicos da profissão de médico, qual seja, trabalho contínuo, rotineiro e de extrema responsabilidade, eram os responsáveis pelo aparecimento dos sintomas anginosos referidos pelos médicos que padeciam da doença aterosclerótica.

Na década de 1940, Flanders Dumbar já descrevia algumas características de comportamento do paciente coronariano. Dizia que eles eram considerados pessoas compulsivas, com tendência ao trabalho contínuo, hiperativos, desprezavam as férias e não dividiam responsabilidades. Mais marcante ainda era a tendência dessas pessoas minimizarem seus sintomas, possivelmente temendo afastarem-se do trabalho e, taxativamente, negavam estar eventualmente emocionadas ou depressivas.

A descrição, classificação e denominação de Personalidade Tipo A, contudo, foram conceitos introduzidos na literatura médica por Friedman e Rosenman depois de 195O. De acordo com estes autores, existiria um tipo de personalidade chamada Tipo A, o qual se relacionaria à maior propensão para a cardiopatia isquêmica.

Estava pois, caracterizada a Personalidade Tipo A, como sendo portadora de um marcante traço para a ação e emoção, resultando numa atitude de contínua e vigorosa luta em direção aos objetivos, menosprezo às eventuais circunstâncias adversas e afetação especial para com o aproveitamento laborativo do tempo.

QUADRO 1 - CARACTERÍSTICAS DE COMPORTAMENTO NO TIPO A DE PERSONALIDADE
1. Tendência para procurar atingir metas não bem definidas ou muito altas;
2. Acentuada impulsão para competir;
3. Desejo contínuo de ser reconhecido e de progredir;
4. Envolvimento em múltiplas funções;
5. Impossibilidade prática (falta de tempo) para terminar alguns empreendimentos;
6. Preocupação física e mental;
7. Incapacidade de relaxamento satisfatório, mesmo em épocas de folga;
8. Insatisfação crônica com as realizações;
9. Grau de ambição está sempre acima do que obtém;
10. Movimentos rápidos do corpo;
11. Tensão facial;
12. Entonação emotiva e explosiva na conversação normal;
13. Mãos e dentes quase sempre apertados

Além disso, a Personalidade Tipo A parece ser um complexo ação/emoção caracterizado por uma luta contínua, crônica e incessante na tentativa de atingir mais em menos tempo, abrigando uma hostilidade dissimulada e constante. O sentido de urgência no tempo e a hostilidade manifesta ou dissimulada dão origem a aborrecimentos, irritação, rancor e impaciência, sentimentos que podem ser considerados os pontos centrais da Personalidade Tipo A.

Atualmente tem-se admitido que a Personalidade Tipo A não é uma personalidade exclusivamente biológica e inata, resultando também, de hábitos e padrões adquiridos na juventude, através de experiências domésticas e externas, carência material, abandono e outras adversidades. Esse tipo de personalidade pode ser encontrado em todas as classes sociais, e é mais bem observada em pessoas com trabalho ativo entre 30 e 50 anos.

Por outro lado, os indivíduos com a chamada Personalidade Tipo B mostram um padrão oposto de comportamento. Eles não apresentam sistematicamente níveis significativos de aborrecimento, de irritação, de rancor ou de impaciência. Normalmente eles se mostram seguros, firmes, sem pressa, têm conhecimento de suas qualidades intrínsecas e sabem fazer bom uso delas. A pessoas Personalidade Tipo B podem ser seguras, tranqüilas, não são competitivas e tem grande capacidade de captar e receber afeições.

Relação Personalidade Tipo A e Coronariopatia
Vários cardiologistas e fisiopatologistas vêm chamando atenção sobre as possíveis inferências que o estado emocional sobre a dinâmica do coração. Esse conhecimento pode ser constatado depois do aparecimento das novas técnicas de investigação cardiocirculatória.

Assim como os níveis de colesterol, de pressão arterial, o consumo de tabaco, café e bebida alcoólica e o sedentarismo, podiam ser relacionadas à incidência das doenças coronarianas, também as características faciais dos pacientes, suas vozes, suas manifestações psicomotoras, e seu comportamento social, ocupacional e emocional passaram a ser importantes.

Após a caracterização das personalidades dos Tipos A e B, observou-se que a incidência da coronariopatia no indivíduo Tipo A era, simplesmente, 7 vezes maior que no Tipo B. Tal observação propiciou a formação, na década de 1970, do "Western Collaborative Study Group" (WCGS) nos Estados Unidos, cuja finalidade era avaliar pessoas com padrão de comportamento A e B e os portadores de coronariopatia.

NECRÓPSIA DE 51CASOS DE FALECIMENTO*

Personalidade

No.

39 a 49 anos

50 a 59 anos

Por cardiopatia

%

A

35

10

12

22

62

B

16

2

1

3

19

*Tabela de 1975 da WCGS. Note-se que a grande maioria dos óbitos de Personalidade Tipo B ocorreu fora da faixa etária dos 39-59 anos e a maioria da Personalidade Tipo A ocorreu nessa faixa mais precoce.

Personalidade Tipo A em Mulheres
Com a participação ativa da mulher na força de trabalho atual, evidentemente ela se tornou também vulnerável a alguns estados patológicos anteriormente exclusivos dos homens e acabou perdendo aspectos importantes de sua vantagem biológica. Com isso a mulher passou a ter também altos índices de mortalidade por problemas coronarianos.

Sabe-se que alguns tipos de ocupação favorecem a manifestação da Personalidade Tipo A, e como a grande maioria das ocupações deixou de ser monopólio masculino, essa Personalidade Tipo A passou a incidir praticamente em igualdade entre os sexos. Assim, observa-se que a ocupação de executivo aumenta o risco de coronariopatia em mulheres.

Não se pretende afirmar que os enfartados tenham, de um modo geral, personalidades idênticas, nem tampouco semelhantes. Nada disso. O que se diz é que pessoas portadoras de alguns traços de personalidade, normalmente de natureza ansiosa, são propensas a problemas coronarianos mais que pessoas sem esses traços.

Também se contesta que a personalidade dessas pessoas seja constitucionalmente do jeito que se descreve. Nada disso. O que há de comum nesse tipo de personalidade definido como A, é a contundente inclinação à ansiedade exagerada. Os tipos de comportamento decorrente da maneira ansiosa de se viver são mais culturais que biológicos. A competitividade, por exemplo, traço marcante de comportamento da Personalidade Tipo A, só é estimulado pela civilização da produção e do sucesso social, portanto, valores culturais.

Infarto do Miocárdio e Personalidade Tipo A
Apesar de sempre se suspeitar de que o estado emocional alterado, a ansiedade excessiva e os conflitos emocionais crônicos estivessem relacionados ao aumento da incidência de enfermidades cardiovasculares, atualmente já se acumulou evidências suficientes para confirmar que o estresse social e o comportamento chamado de Tipo A, aumentaram significativamente os riscos de doença cardiocirculatória, principalmente a doença coronariana do tipo Infarto do Miocárdio.

A associação estresse-doença coronariana foi observada, inicialmente, nos próprios médicos. Já em 1910, Willian Osler enfatizava que um dos aspectos característicos da profissão de médico, qual seja, trabalho contínuo, rotineiro e de extrema responsabilidade, eram os responsáveis pelo aparecimento dos sintomas anginosos referidos pelos médicos que padeciam da doença aterosclerótica.

Na década de 1940, Flanders Dumbar já descrevia algumas características de comportamento do paciente coronariano. Dizia que eles eram considerados pessoas compulsivas, com tendência ao trabalho contínuo, hiperativos, desprezavam as férias e não dividiam responsabilidades. Mais marcante ainda era a tendência dessas pessoas minimizarem seus sintomas, possivelmente temendo afastarem-se do trabalho e, taxativamente, negavam estar eventualmente emocionadas ou depressivas.

A descrição, classificação e denominação de Personalidade Tipo A, contudo, foram conceitos introduzidos na literatura médica por Friedman e Rosenman depois de 195O. De acordo com estes autores, existiria um tipo de personalidade chamada Tipo A, o qual se relacionaria à maior propensão para a cardiopatia isquêmica.

Estava pois, caracterizada a Personalidade Tipo A, como sendo portadora de um marcante traço para a ação e emoção, resultando numa atitude de contínua e vigorosa luta em direção aos objetivos, menosprezo às eventuais circunstâncias adversas e afetação especial para com o aproveitamento laborativo do tempo.

QUADRO 1 - CARACTERÍSTICAS DE COMPORTAMENTO NO TIPO A DE PERSONALIDADE
1. Tendência para procurar atingir metas não bem definidas ou muito altas;
2. Acentuada impulsão para competir;
3. Desejo contínuo de ser reconhecido e de progredir;
4. Envolvimento em múltiplas funções;
5. Impossibilidade prática (falta de tempo) para terminar alguns empreendimentos;
6. Preocupação física e mental;
7. Incapacidade de relaxamento satisfatório, mesmo em épocas de folga;
8. Insatisfação crônica com as realizações;
9. Grau de ambição está sempre acima do que obtém;
10. Movimentos rápidos do corpo;
11. Tensão facial;
12. Entonação emotiva e explosiva na conversação normal;
13. Mãos e dentes quase sempre apertados

Além disso, a Personalidade Tipo A parece ser um complexo ação/emoção caracterizado por uma luta contínua, crônica e incessante na tentativa de atingir mais em menos tempo, abrigando uma hostilidade dissimulada e constante. O sentido de urgência no tempo e a hostilidade manifesta ou dissimulada dão origem a aborrecimentos, irritação, rancor e impaciência, sentimentos que podem ser considerados os pontos centrais da Personalidade Tipo A.

Atualmente tem-se admitido que a Personalidade Tipo A não é uma personalidade exclusivamente biológica e inata, resultando também, de hábitos e padrões adquiridos na juventude, através de experiências domésticas e externas, carência material, abandono e outras adversidades. Esse tipo de personalidade pode ser encontrado em todas as classes sociais, e é mais bem observada em pessoas com trabalho ativo entre 30 e 50 anos.

Por outro lado, os indivíduos com a chamada Personalidade Tipo B mostram um padrão oposto de comportamento. Eles não apresentam sistematicamente níveis significativos de aborrecimento, de irritação, de rancor ou de impaciência. Normalmente eles se mostram seguros, firmes, sem pressa, têm conhecimento de suas qualidades intrínsecas e sabem fazer bom uso delas. A pessoas Personalidade Tipo B podem ser seguras, tranqüilas, não são competitivas e tem grande capacidade de captar e receber afeições.

Relação Personalidade Tipo A e Coronariopatia
Vários cardiologistas e fisiopatologistas vêm chamando atenção sobre as possíveis inferências que o estado emocional sobre a dinâmica do coração. Esse conhecimento pode ser constatado depois do aparecimento das novas técnicas de investigação cardiocirculatória.

Assim como os níveis de colesterol, de pressão arterial, o consumo de tabaco, café e bebida alcoólica e o sedentarismo, podiam ser relacionadas à incidência das doenças coronarianas, também as características faciais dos pacientes, suas vozes, suas manifestações psicomotoras, e seu comportamento social, ocupacional e emocional passaram a ser importantes.

Após a caracterização das personalidades dos Tipos A e B, observou-se que a incidência da coronariopatia no indivíduo Tipo A era, simplesmente, 7 vezes maior que no Tipo B. Tal observação propiciou a formação, na década de 1970, do "Western Collaborative Study Group" (WCGS) nos Estados Unidos, cuja finalidade era avaliar pessoas com padrão de comportamento A e B e os portadores de coronariopatia.

NECRÓPSIA DE 51CASOS DE FALECIMENTO*

Personalidade

No.

39 a 49 anos

50 a 59 anos

Por cardiopatia

%

A

35

10

12

22

62

B

16

2

1

3

19

*Tabela de 1975 da WCGS. Note-se que a grande maioria dos óbitos de Personalidade Tipo B ocorreu fora da faixa etária dos 39-59 anos e a maioria da Personalidade Tipo A ocorreu nessa faixa mais precoce.

Personalidade Tipo A em Mulheres
Com a participação ativa da mulher na força de trabalho atual, evidentemente ela se tornou também vulnerável a alguns estados patológicos anteriormente exclusivos dos homens e acabou perdendo aspectos importantes de sua vantagem biológica. Com isso a mulher passou a ter também altos índices de mortalidade por problemas coronarianos.

Sabe-se que alguns tipos de ocupação favorecem a manifestação da Personalidade Tipo A, e como a grande maioria das ocupações deixou de ser monopólio masculino, essa Personalidade Tipo A passou a incidir praticamente em igualdade entre os sexos. Assim, observa-se que a ocupação de executivo aumenta o risco de coronariopatia em mulheres.

Uma das curiosidades das pesquisas sobre a Personalidade Tipo A em mulheres mostra que o risco de desenvolvimento da doença coronária em mulheres Tipo A é maior entre mulheres com funções executivas e, simultaneamente, com atribuições de trabalho doméstico do que naquelas com trabalho externo mas não envolvidas no trabalho doméstico. Considerando mulheres Tipo A com trabalho externo e homens Tipo B, também com trabalho externo, também há risco aumentado de doença na mulher Tipo A.

Vários autores têm sugerido que tanto a mulher quanto o homem Tipo A apresentam aumento da atividade do Sistema Nervoso Autônomo do tipo simpaticotônico (com predomínio das atividades adrenérgicas), fato não encontrado nas pessoas tidas como Tipo B. Como conseqüência disso, também se observam, entre os tais Tipos A e B, diferenças importantes na pressão arterial e freqüência cardíaca.

Fisiopatologicamente sabe-se, hoje em dia, da relação entre a maior descarga simpática e o desenvolvimento de aterosclerose. As alterações hemodinâmicas provocam aumento da tensão na superfície das artérias ocasionando lesão endotelial e criando assim a formação da placa ateromatosas.

Esses estudos sugerem que a doença coronariana aterosclerótica, condição principal para o desenvolvimento de infarto do miocárdio, é de etiologia multifatorial, destacando-se entre esses fatores o tabagismo, a dieta gordurosa, a hipertensão arterial, o sedentarismo e, principalmente, a Personalidade Tipo A.

Patologia da Personalidade Tipo A
No final da década de 50 verificou-se que indivíduos com padrão de comportamento Tipo A eram portadores de níveis sanguíneos mais elevados de colesterol e triglicérides e que, quando submetidos ao estresse de competição, no período pós prandial (depois das refeições), apresentavam elevação maior ainda dos níveis séricos destas gorduras.

Este nível elevado de triglicérides, associado a maior tendência de agregação das hemácias, pode ter importante participação no desenvolvimento de fenômenos de trombose, um dos fatores da doença coronária.

Por outro lado, foi demonstrado em ratos quando que a estimulação do hipotálamo por fatores estressantes, favorece alterações no metabolismo do colesterol e triglicérides juntamente com uma diminuição do fluxo sanguíneo na veia porta. Além disso, pacientes do Tipo A envolvidos em estresse agudo podem desenvolver taxas elevadas de hormônio de crescimento, o qual tem papel importante no metabolismo do colesterol. Para o melhor entendimento das reações orgânicas da ansiedade exagerada, podemos conceituar o estresse como um conjunto de reações do organismo, decorrentes da manifestação psíquica ou orgânica capazes de perturbar a homeostase do organismo todo.

Assim sendo, a ansiedade, a reação emocional. a dor física ou a perda de sangue em grandes cirurgias são capazes de desencadear fenômenos de estresse que, quando agudos, após situação de raiva ou medo, podem desencadear o infarto do miocárdio. Indivíduos normais submetidos a estresse agudo também podem apresentar alterações eletrocardiográficas do tipo ST-T e/ou presença de extrassístoles, como por exemplo, saltar de pára-quedas, falar em público etc. Tais ocorrências podem ser abolidas se administradas drogas bloqueadoras dos receptores adrenérgicos.

Resposta Emocional do Paciente de UTI
A Unidade de Terapia Intensiva (UTI) se destaca por seus recursos altamente tecnológicos e especializados, tornando-se indispensável na assistência ao cardiopata. Mas o impacto da ameaça à vida faz com que um número crescente de pacientes de UTI necessitem imperiosamente de cuidados psiquiátricos intensivos durante a internação. A internação em UTI promove, quase invariavelmente, um desequilíbrio emocional no paciente.

As respostas de ansiedade e depressão nos pacientes de UTI são facilmente observadas e estão entre os principais diagnósticos psicológicos. Também o delirium, um quadro confusional agudo, pode estar presentes em diferentes tipos de UTI. Após as primeiras 24 h de internação é possível começar a se delinear as reações emocionais desses pacientes, desde que estejam orientados e conscientes sobre a possibilidade de morte.

Segundo algumas pesquisas, nos 2 primeiros dias de internação, o principal diagnóstico é a ansiedade, juntamente com a atitude de recusar o tratamento e solicitações de alta a pedido. A depressão ou desespero costuma aparecer principalmente após o 4º dia de internação, período onde começa decrescer a ansiedade. Esse estado depressivo costuma persistir nos dias subseqüentes.

A ansiedade pode, resposta normal do ser humano ao desconhecido, pode se manifestar como Estado Ansioso, circunstancial e transitório, caracterizada por sentimentos desagradáveis de tensão e apreensão conscientemente, e como Personalidade Ansiosa, quando a pessoa tem um traço arraigado de reagir a situações adversas sempre com ansiedade mais intensa que a média das pessoas.

A Depressão seria a resposta emocional caracterizada pelo abatimento do humor, interesse diminuído, distúrbio do sono, agitação ou lentificação psicomotora, fadiga e perda de energia, sentimento de desvalia ou culpa, diminuição da capacidade de pensar e se concentrar, pensamento recorrente sobre a morte.

Ansiedade e Depressão variam segundo diversos fatores numa situação de internação em UTI. É interessante que o paciente se familiarize com as rotinas da unidade, conheça a equipe e seja orientado quanto a sua situação e procedimentos, o mais rapidamente possível para quer a ansiedade e depressão comece a ceder.

A atenção psicológic adequada faz com que após o 2º ou 3º dia de internação, os pacientes acreditem que sua situação é melhor e a preocupação excessiva diminui. O ideal será oferecer uma atenção psicológica necessária para que os pacientes aceitem a internação como uma boa (ou melhor) forma de restabelecimento da saúde.

Sugestão:
Internação em UTI. Variáveis que Interferem na Resposta Emocional
Maria Alice F. P. Novaes, Bellkiss Wilma Romano, Silvia G. Lage
Instituto do Coração do Hospital das Clínicas - FMUSP, São Paulo, SP
Arquivos Brasileiros de Cardiologia 67(2):, 1996

Ballone GJ - Personalidade Tipo A e Cardiologia - in. PsiqWeb, Internet, - disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2007.




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Raiva e Doenças Cardíacas
O estresse pode ser o risco herdado mais significativo em pessoas que desenvolvem doenças cardíacas em idades precoces, segundo o primeiro estudo dessa categoria desenvolvido por especialistas do Hospital Henry Ford, nos Estados Unidos.

"A natureza herdada das afecções cardíacas prematuras podem dever-se em grande parte à transmissão familiar da propensão à angústia emocional, em particular, da propensão à raiva (ou mau humor)
", indicaram os autores do estudo. Os homens com antecedentes familiares de doença cardíaca prematura registraram um potencial de estresse muito maior que aqueles sem história familiar deste tipo de doenças.

A maioria das relações encontradas entre antecedentes familiares da doença cardíaca prematura e história pessoal dos pacientes se explicava por altos índices de raiva, segundo cônjuges e amigos dos pacientes cardíacos.

Isto, segundo os autores do trabalho, faz supor que a propensão ao enfarte é o que se herda e acaba aumentando o risco da doença cardíaca aparecer mais precocemente.

Baseado nos resultados da pesquisa, os especialistas recomendam aos médicos passem a valorizar os aspectos emocionais dos pacientes masculinos, considerando uma avaliação emocional por profissional da psiquiatria. (El Medico Interactivo de 10 de março de 2003.

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Alguns traços da Personalidade Tipo A
Alguns traços estão fortemente associados à propensão para o desenvolvimento de transtornos cardíacos durante o desenvolver da vida.

Competitividade
Tais pessoas sentem um grande afã de renderem ao máximo de sus possibilidades. Esforçam-se por se destacarem em todo momento, independentemente do que requerem as tarefas.

Normalmente elas focalizam sua atenção sobre os objetivos com obsessão, ignorando toda e qualquer outra estimulação periférica que possa ser irrelevante ou prejudicial para o desempenho da tarefa, portanto, jamais conseguem misturar momentos de lazer e descontração durante o desempenho de atividades laborativas.

Além de não se permitirem desviar nem um pouco de seus objetivos imediatos parecem inibir outros que se descontraiam também.

Impaciência
Há, nessas pessoas Tipo A, uma constante sensação de urgência em tudo que fazem. Elas pretendem conseguir alcançar o melhor aproveitamento possível do tempo, racionalizando e procurando otimizar qualquer disponibilidade temporal.

Hostilidade
Trata-se de um fenômeno que aparece junto com a impaciência e constitui o núcleo essencial do padrão Tipo A. São muitos os estudos epidemiológicos que fazem referência à responsabilidade direta e aumento do risco da doença coronária em pessoas raivosas e iradas.

Essas pessoas respondem a uma grande variedade de estímulos com uma forte reação do sistema nervoso central do tipo simpática, o que se traduziria em profundas alterações em diferentes órgãos e sistemas. No sistema cardiovascular a reação simpática produziria elevação da pressão arterial (fundamentalmente da pressão sistólica) e da freqüência cardíaca.

No sistema endócrino se produziria aumento das concentrações séricas de adrenalina, noradrenalina e cortisol. Em relação a outras alterações, incluem-se aumentos nos niveles de colesterol, ácidos graxos livres, triglicérides e testosterona.

Na realidade essas pessoas tendem a ver-se sempre implicadas em situações que produzam a reatividade simpática e a constância dessa estimulação acabaria por produzir todas alterações que, progressivamente, iriam lesando a estrutura do sistema circulatório.

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Em artigo intitulado Resposta cardíaca e electrodérmica diante de estresores psicológicos de laboratório, publicado na Revista Electrónica de Motivación y Emoción, de 2001, de autoria de Luis Moya Albiol e Alicia Salvador, constata-se que tanto a medida da freqüência cardíaca (FC) como as medidas da atividade eletrodérmica (AED) são muito utilizadas para estudar a resposta neurovegetativa a estressores de laboratório em particular, e a resposta ao estresse em general.

Ambas variáveis são moduladas por diversos fatores que, de modo geral, podem ser classificados em: características do estressor ou da situação, características da pessoa que enfrenta o estresse e a interação entre ambos. Diante da exposição a uma situação de estresse se produz um aumento da resposta de ambas variáveis e uma diminuição posterior, quando a estimulação cessa.

As respostas cardiovasculares ao estresse têm-se relacionado com o desenvolvimentode diversas alterações, utilizando-se como indicadores das mesmas a reatividade e a recuperação cardíacas. A atividade eletrodérmica, por sua vez, tem sido utilizada como índice clínico de diversas alterações relacionadas com o estresse.
(consulte a
Fonte)

A revista
Motivación y Emoción tem inúmeros artigos científicos e de pesquisa de medicina psicossomática.

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Em um estudo de observação durante 54 meses e que incluiu 2.900 participantes com idades entre 55 e 85 anos, observou-se que entre os pacientes sem doença coronária no início do estudo, a morte por esta causa foi maior entre aqueles que sofriam de depressão Maior. Entre aqueles que já tinham doença cardíaca diagnosticada, as mortes se triplicaram entre os depressivos.

O estudo mostra que as pessoas portadoras de Depressão Maior (ou Grave, pelo CID.10) são mais propensas a morrer em conseqüência de uma doença cardíaca que as pessoas não depressivas. A prevalência de Depressão Maior no estudo foi de 2% e de 13% por cento de pacientes que sofriam depressão menor.

A autora do trabalho conclui serem necessários mais estudos clínicos para analisar a relação entre o controle da depressão e a redução do risco de morte por doença cardíaca.

Fonte: Archives of General Psychiatry. 2001 Mar;58(3) - Brenda W. J. H. Penninx, PhD; Aartjan T. F. Beekman, MD, PhD; Adriaan Honig, MD, PhD; Dorly J. H. Deeg, PhD; Robert A. Schoevers, MD; Jacques T. M. van Eijk, PhD; Willem van Tilburg, MD, PhD 

 

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Um estudo associa a ansiedade ao risco de arteriosclerose. Previamente já haviam demonstrado que a hostilidade e os sentimentos de raiva aumentam o risco cardíaco. Um deles, publicado na revista Arteriosclerosis, Thromobose ande Vascular Biology revela que a ansiedade acelera o desenvolvimento da arteriosclerose da artéria carótida e pode provocar o endurecimento desses vasos. Estudos prévios já haviam demonstrado que a hostilidade e os sentimentos de raiva aumenta o risco cardíaco.

Nesse estudo, uma equipe de investigadores franceses seguiu durante 4 anos 700 homens e mulheres de entre 59 e 71 anos, os quais tiveram que responder um questionário para avaliar seu nível de ansiedade. Os investigadores recorreram a ultra-som para detectar a aterosclerose e o endurecimento dos vasos na carótida de todos os participantes.

Dirigidos pela doutora Sabrina Paterniti, do Hospital de a Sapetrière (París), os investigadores avaliaram, além disso, a presença de doenças cardiovasculares, o consumo de tabaco e álcool, a tensão arterial e história de medicamentos.

O estudo revela que os homens com um maior grau de ansiedade apresentavam una maior incidência de aterosclerose e de obstrução de os vasos sanguíneos. As mulheres com um elevado nível de ansiedade só mostravam este segundo sintoma. "No hay nada que explique as diferências entre homens e mulheres em lo que se refiere a a relação entre ansiedade e formação de placas", escrevem os autores.

Os investigadores concluem mostrando que novos estudos deveriam explorar os mecanismos implicados em esses resultados, e que a ansiedade representa um fator de risco susceptível de ser modificado.(veja a Fonte)

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Reação Cardíaca ao Estresse em Crianças
Trata-se de um estudo de A. Batista de Alcino, M. E. Novaes Lipp, do Laboratório de Estudos psicofisiológicos do Estresse da PUC-Campinas.

O objetivo deste estudo foi comprovar se os filhos de pessoas hipertensas apresentavam maior reação cardíaca diante do estresse social do que os filhos de pessoas sem hipertensão. Foram estudadas 20 crianças, filhas de pessoas hipertensas e normotensas. Os resultados procuram uma relação constitucional e hereditária à modalidade de reação psicossomática.

Utilizou-se a simulação de situações de estresse social nessas crianças através de um procedimento de "role-play", com o controle e medição contínua de suas pressões arteriais e das freqüências cardíacas.

Nos filhos dos hipertensos diante das situações de estresse social a pressão arterial e a reação cardiovascular foram significativamente maiores do que nos filhos de normotensos.

Autores concluíram que a psicologia pode favorecer a prevenção de problemas cardiocirculatórios para este tipo de crianças, elaborando programas de treinamento em habilidades sociais e de assertividade, com o propósito de que elas possam aprender a enfrentar situações sociais estressantes desde cedo. Fonte: Psicologia.com. 1998; 2(2)

 

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