Antidepressivos Atípicos 2

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(continuação da página Antidepressivos Atípicos)

Até que apareça um termo melhor, são atípicos os antidepressivos que não se caracterizam como Tricíclicos, como Inibidores Seletivos da Recaptação da Serotonina e nem como Inibidores da MonoAminaOxidase. Alguns desses Antidepressivos Atípicos aumentam a transmissão noradrenérgica, através do antagonismo de receptores a2 (pré-sinápticos) no sistema nervoso central, ao mesmo tempo em que modulam a função central da serotonina por interação com os receptores 5-HT2 e 5-HT3, como é o caso da Mirtazapina.

A atividade antagonista nos receptores histaminérgicos H1 da Mirtazapina é a responsável por seus efeitos sedativos, embora esteja praticamente desprovida de atividade anticolinérgica.

Outros atípicos são inibidores da recaptação de Serotonina e Norepinefrina, alguns inibindo também, a recaptação de dopamina. É o caso da Venlafaxina, da Mirtazapina. Algumas dessas drogas também costumam reduzir a sensibilidade dos receptores beta- adrenérgicos, inclusive após administração aguda, o que pode sugerir um início de efeito clínico mais rápido.

Também estão aqui os inibidores da recaptação da Norepinefrina (Noradrenalina), como é o caso da Riboxetina. Alguns atípicos, como é o caso da Tianeptina, embora sejam serotoninérgicos, não inibem a recaptação da Serotonina no neurônio pré-sináptico mas, induzem sua recaptação pelos neurônios da córtex, do hipocampo e do sistema límbico.

As melhoras sintomáticas poderão ser observadas a partir do 3º ao 5º dias e sobre o sono REM a partir do 20º dia de tratamento em posologia suficiente. Os antidepressivos atípicos comercializados no Brasil são os seguintes:

  ANTIDEPRESSIVOS ATÍPICOS

 Nome Químico

 Nome Comercial

 Fluvoxamina

 Luvox

 Mianserina

 Tolvon

 Mirtazapina

 Remeron

 Reboxetina

 Prolift

 Tialeptina

 Stablon

 Trazodona

 Donarem

 Venlafaxina

 Efexor

 Duloxetina

 Cymbalta

 Bupropiona

 Welbutrin, Zetron, Bup

 Ecitalopram

 Lexapro


A mesma orientação para os antidepressivos, em geral, valem também para os atípicos, ou seja, não são drogas milagrosas, apesar de eficientes para o tratamento dos estados depressivos, demoram vários dias para fazer efeito e devem ser tomadas por longo período.

 TRAZODONA 

DONAREN

A Trazodona é um antidepressivo cuja molécula não apresenta relação com outros fármacos de efeito similar. O mecanismo de ação não está bem esclarecido. Sabe-se que, em animais, inibe de forma seletiva a recaptação de serotonina pelas sinapses cerebrais e potencia as mudanças de comportamento induzidas pela administração de um precursor da serotonina, o 5-hidroxitriptofano. 

A Trazodona é bem absorvida no intestino; a presença de alimentos pode elevar levemente a biodisponibilidade. A eliminação é bifásica e varia muito de um paciente para outro. A resposta clínica observa-se em 75% dos pacientes ao final da segunda semana de administração, enquanto os restantes 25% exigem 2 a 4 semanas para responder.

Indicações
Depressão profunda, expressa como depressão ou humor disfórico, que interfere na vida diária e inclui pelo menos 4 dos seguintes sintomas: mudanças no apetite, inversões no sono, atraso ou agitação psicomotora, perda de interesse pelas atividades diárias, diminuição do desejo sexual, aumento da fadiga, do sentimento de culpa ou de menosprezo, raciocínio lento ou perda da concentração e idéias ou tentativas de suicídio. 

Também tem sido utilizada isolada ou como coadjuvante no tratamento da bulimia, da neuropatia diabética, da cleptomania, na profilaxia da enxaqueca e para alívio dos sintomas de agorafobia dos pacientes com síndromes de abstinência de álcool.

Dose
Dose inicial: 150mg em doses subdivididas, que podem ser aumentadas para 50mg diários, a cada 3 a 4 dias. A dose máxima para pacientes de ambulatório não deve exceder os 400mg e a dos internos, os 600mg. A dose de manutenção deveria ser no menor nível compatível com a resposta clínica e deveria ser prolongada por vários meses.

Superdose
Ocorreram mortes por superdoses em pacientes que consumiam paralelamente outras drogas (álcool, álcool + hidrato de cloral + diazepam, amobarbital, meprobamato, clordiazepóxido). Com Trazodona isolada as reações mais severas tem sido: priapismo, parada respiratória, convulsões e modificações no eletrocardiograma.

Não existe tratamento específico; deve-se administrar tratamento sintomático de manutenção, submeter o paciente a lavagem ou esvaziamento gástrico; a diurese forçada pode ajudar a eliminar a Trazodona.

Reações adversas
Visão turva, constipação, boca seca, hipotensão, hipertensão, confusão, enjôos, dor de cabeça, sonolência, fadiga, insônia, nervosismo, dores músculo-esqueléticas, incoordenação, náuseas, vômitos.

Precauções
A Trazodona tem sido associada ao aparecimento de priapismo, que exige intervenção cirúrgica em um terço dos casos com uma proporção de impotência ou falhas permanentes de ereção; por isso, os homens com ereções prolongadas e impróprias deveriam interromper o uso da droga imediatamente e consultar o médico. 

Não operar máquinas pesadas nem dirigir automóveis, enquanto receber a Trazodona. Em animais, observa-se que sua administração eleva a reabsorção fetal; por isso não deveria ser usada em mulheres grávidas, a menos que o benefício para elas supere o risco potencial para o feto. A amamentação deve ser interrompida se for indicada a Trazodona. A segurança e a eficácia em menores de 18 anos não foram estabelecidas.

Interações
Pode elevar os níveis séricos de degoxina e fenitoína. Desconhece-se a ocorrência de interações entre os IMAO e a Trazodona; por isso as transições entre eles devem ser feitas com extrema cautela.

Contra-indicações
Hipersensibilidade à Trazodona.

 

MIANSERINA

TOLVON

A Mianserina é um agente antidepressivo para uso oral, quimicamente denominado como monocloridrato de 1, 2, 3, 4, 10, 14b-hexahidro-2-metildibenzo [c, f] pirazino [1, 2, a] azepina, não-relacionado com os antidepressivos tricíclicos "TADs". O cloridrato de mianserina não possui atividade anticolinérgica dos "TADs", devido à ausência de cadeia lateral básica em sua estrutura. 

A eficácia antidepressiva global da Mianserina é comparável a dos antidepressivos comumente utilizados. Mianserina comprimidos é rapidamente absorvido pelo trato gastrintestinal, metabolizado no fígado e excretado pela urina e fezes. 

A Mianserina é bem tolerado particularmente por pacientes idosos e portadores de doenças cardiovasculares. Em doses terapeuticamente efetivas, é isento de atividade anticolinérgica e não produz efeitos significativos sobre o sistema cardiovascular. Comparado aos "TADs", causa menos efeitos cardiotóxicos em superdosagens.

A Mianserina não antagoniza a ação de agentes simpaticomiméticos (betanidina) ou dos receptores alfa-2 (clonidina, metildopa) nem altera a ação dos anticoagulantes cumarínicos (fenprocumon). Finalmente, Mianserina possui ainda atividade ansiolítica de valor no tratamento de pacientes com ansiedade associada à depressão.

Indicações
Mianserina é indicado no tratamento das enfermidades depressivas nas quais estejam indicados os fármacos antidepressivos.

Contra-indicações
Em pacientes com hipersensibilidade aos componentes da fórmula, durante a fase maníaca de doença bipolar e nos casos de psicose esquizofrênica.

Precauções e advertências
Mianserina
possui ação sedativa pronunciada e pode diminuir a performance psicomotora durante os 1os. dias de tratamento, portanto, os pacientes deverão ser prevenidos quanto à realização de tarefas perigosas como dirigir veículos ou operar máquinas. Mianserina, como outros antidepressivos, poderá precipitar a ocorrência de hipomania em indivíduos suscetíveis com moléstia depressiva bipolar. Nesses casos, o tratamento deverá ser descontinuado. 

O tratamento deverá ser interrompido na vigência de icterícia ou de convulsões. Embora estudos experimentais em animais prenhes não tenham evidenciado nenhum efeito deletério sobre a prole e a excreção de Mianserina através do leite materno seja mínima, os benefícios do uso de Mianserina durante a gravidez e a lactação deverão ser avaliados em relação aos possíveis riscos para o feto ou lactente. 

Após 4 a 6 semanas de tratamento com cloridrato de mianserina, foram relatados casos de depressão da medula óssea, geralmente evidenciados por granulocitopenia ou agranulocitose. Essas reações foram revertidas com a interrupção do tratamento. Se o paciente apresentar febre, irritação da garganta, estomatite ou outros sinais de infecção, deverá ser solicitado um hemograma. Essas reações foram observadas em todas as faixas etárias, porém, mais comum nos idosos. 

Precauções normais deverão ser tomadas e posologias de qualquer terapêutica concomitante mantidas sob controle quando do tratamento de pacientes portadores de: diabetes, insuficiências cardíaca, renal ou hepática, pacientes com glaucoma ou sintomas sugestivos de hipertrofia prostática. Embora não seja considerado epileptogênico, deve-se ter cautela quando da administração de Mianserina a pacientes com história de crises convulsivas.

Interações medicamentosas
O cloridrato de mianserina poderá potencializar a ação depressiva do álcool sobre o SNC, portanto, os pacientes deverão ser orientados a não usar bebidas alcoólicas durante o tratamento com Mianserina comprimidos. 

A Mianserina não deverá ser administrado simultaneamente ou dentro de 2 semanas após a interrupção do tratamento com inibidores da MAO. Mianserina não interage com a betanidina, clonidina, metildopa, guanetidina ou propranolol (isolados ou em combinação com hidralazina) entretanto, recomenda-se monitorizar a pressão arterial dos pacientes que estejam em tratamento concomitante com drogas anti-hipertensivas.

Reações adversas
Discrasias sangüíneas, convulsões, hipomania, hipotensão, distúrbios da função hepática, artralgia, edema e ginecomastia foram ocasionalmente relatados. Durante os primeiros dias de tratamento foram relatados casos de tonturas. A fim de assegurar um efeito antidepressivo ótimo, não é recomendável reduzir a dose de Mianserina

A freqüência e severidade dos sintomas relacionados com a depressão tais como visão turva, boca seca e constipação não aumentam durante o tratamento com Mianserina, ao contrário, em muitos casos foi observado uma diminuição desses sintomas.

Posologia e modo de usar
A administração deve ser por via oral; os comprimidos deverão ser tomados sem mastigar com auxílio de algum líquido. Iniciar o tratamento com 30 mg/dia, administrados ao deitar. 

Ajustar a dose de acordo com a resposta clínica do paciente. A dose efetiva geralmente situa-se entre 30 mg e 90 mg/dia. Na maioria dos casos esta dose é de 60 mg/dia. Obs.: Não existem estudos clínicos de cloridrato de mianserina em crianças, portanto, não se pode determinar esquema posológico para essa faixa etária.

Superdosagem
Os sintomas relacionados à superdosagem, normalmente estão confinados a sedação prolongada. É improvável a ocorrência de arritmias cardíacas, convulsões, hipotensão severa e depressão respiratória. Não há um antídoto específico. O tratamento consiste na lavagem gástrica e na instituição de terapia sintomática de suporte para as funções vitais.

 

MILNACIPRANO

IXEL

O Milnaciprano é um inibidor não seletivo de recaptação de serotonina e noradrenalina (IRSN). Ao contrário dos antidepressivos tricíclicos, o Milnaciprano não tem afinidade por receptores colinérgicos (muscarínicos), a1-adrenérgicos ou histaminérgicos H1.
O Milnaciprano também não tem afinidade por receptores dopaminérgicos D1 e D2 ou receptores benzodiazepínicos e opióides. 

Dados pré-clínicos de segurança indicam, em ingestão repetida, o fígado como órgão alvo em todas as espécies animais estudadas. Os primeiros efeitos tóxicos observados aparecem em doses elevadas, aproximadamente 10 vezes a dose terapêutica em humanos e são reversíveis.

Em humanos, a dose terapêutica e as concentrações plasmáticas do milnaciprano produzem, consistentemente, um nível de inibição de 50% a 90% da recaptação de noradrenalina e serotonina. O Milnaciprano não induz modificações de repolarização ou condução cardíacas e tem pouco efeito sedativo.

Farmacocinética
Absorção O milnaciprano é bem absorvido após administração por via oral. Sua biodisponibilidade é da ordem de 85%, não sendo modificada pela alimentação. A concentração plasmática máxima (Cmáx) é atingida por volta de 2 horas (Tmáx) após a ingestão oral.

Esta concentração é da ordem de 120 ng/ml após uma ingestão única de 50 mg. O aumento da concentração plasmática é proporcional à dose até a concentração de 200 mg por dose. Após ingestões repetidas, o nível plasmático do estado de equilíbrio é atingido em 2 a 3 dias.

Farmacocinética em situações clínicas especiais
Pacientes com insuficiência hepática: não há modificação significativa dos parâmetros farmacocinéticos do Milnaciprano. Pacientes com insuficiência renal: neste caso, com o retardo da eliminação do Milnaciprano (que é essencialmente renal), ocorre aumento das concentrações plasmáticas, proporcional ao grau de alteração da função renal (vide "Posologia").

Pacientes com mais de 65 anos: os parâmetros farmacocinéticos do Milnaciprano não são significativamente alterados no idoso. Convém, no entanto, levar em conta a alteração fisiológica, decorrente da idade e da função renal (vide "Posologia"). As concentrações plasmáticas podem alcançar níveis mais elevados que no adulto jovem, com doses equivalentes, em razão da redução do clearance renal. Indicações Tratamento de estados depressivos em adultos.

Contra-indicações
O Milnaciprano é contra-indicado nas seguintes condições:

- Hipersensibilidade conhecida ao milnaciprano ou a outros componentes da formulação;
- Em pacientes com menos de 15 anos, por falta de dados clínicos;
- Em associação com inibidores não seletivos da MAO (IMAOs), inibidores seletivos da MAO B, digitálicos e agonistas 5HT1D (sumatriptano). É conveniente aguardar um intervalo de pelo menos 15 dias entre a interrupção do tratamento com um inibidor da MAO e a introdução de Milnaciprano (vide "Interações medicamentosas");

De modo geral, este medicamento também não deve ser usado nas seguintes condições:

- Em associação com adrenalina e noradrenalina por via parenteral, ou clonidina e compostos similares, digoxina e inibidores seletivos da MAO A (vide "Precauções e advertências" e "Interações medicamentosas");
- Em hipertrofia prostática e outros distúrbios gênito-urinários ;
- Na gravidez e lactação: por medida de precaução, é preferível não usar o Milnaciprano durante a gravidez, pois não existem informações suficientes sobre seus efeitos sobre o feto; como o Milnaciprano passa para o leite em pequenas quantidades, seu uso é contra-indicado durante a amamentação.

Precauções e advertências
Como no tratamento com outros antidepressivos, o risco de suicídio em pacientes deprimidos persiste no início do tratamento, pois o efeito na inibição psicomotora pode preceder a ação antidepressiva do medicamento. Pacientes com insônia ou nervosismo no início do tratamento podem necessitar tratamento sintomático adjuvante transitório.
Em caso de evidente ciclagem para mania, o tratamento com milnaciprano deve ser descontinuado e, na maioria dos casos, um agente antipsicótico sedativo ser introduzido. 

Embora interação com álcool não tenha sido evidenciada, recomenda-se evitar a ingestão de álcool, como com qualquer medicamento psicotrópico. O Milnaciprano deve ser prescrito com prudência nos seguintes casos:

- Em pacientes com insuficiência renal: a posologia deve ser reduzida, em razão do prolongamento da meia-vida de eliminação (vide "Posologia");
- Em pacientes hipertensos ou cardiopatas: recomenda-se reforçar a vigilância clínica, uma vez que o milnaciprano pode aumentar discretamente a freqüência cardíaca em alguns pacientes;
- Em pacientes com glaucoma de ângulo aberto.

Gravidez e lactação
Estudos em animais evidenciaram a passagem de pequena quantidade de milnaciprano pela placenta. Atualmente, não há dados relevantes que demonstrem efeitos teratogênicos ou tóxicos do milnaciprano para o feto quando este é administrado durante a gravidez.

Na ausência de efeitos teratogênicos demonstrados nos estudos em animais, malformações em humanos não são esperadas. Entretanto, por medida de precaução, é preferível não administrar o Milnaciprano durante a gravidez. Como pequenas quantidades do milnaciprano são excretadas no leite materno, a amamentação é contra-indicada.

Efeitos na capacidade de digir veículos e operar máquinas Embora nenhuma alteração da função cognitiva ou psicomotora tenha sido observada em voluntários sadios, este medicamento pode reduzir a capacidade física e mental necessária para a execução de tarefas como operar máquinas ou dirigir veículos.

Interações medicamentosas
Associações contra-indicadas com o Milnaciprano são as seguintes:

1. - Com inibidores não seletivos da MAO (tranilcipromina): Existe o risco do desenvolvimento de síndrome serotoninérgica*. Deve haver um intervalo de duas semanas entre o término de tratamento com um IMAO e o início do tratamento com o milnaciprano e pelo menos uma semana entre a interrupção do Milnaciprano e o início de tratamento com um IMAO.

Síndrome serotoninérgica: alguns casos de superdose ou certos medicamentos (como o lítio) podem causar síndrome serotoninérgica, requerendo interrupção imediata do tratamento com Milnaciprano.

A síndrome serotoninérgica manifesta-se pelo desenvolvimento simultâneo ou seqüencial (às vezes abrupto) de um conjunto de sintomas que podem requerer hospitalização ou mesmo levar à morte. 

Os seguintes sintomas podem ocorrer:

- psiquiátricos: agitação, confusão mental, hipomania, eventualmente coma; - motores: mioclonias, tremores, hiperreflexia, rigidez, hiperatividade;
- vegetativos: hipotensão ou hipertensão arterial, taquicardia, calafrios, hipertermia, diaforese;
- gastrintestinais: náusea, vômitos, cólicas, diarréia. O rigoroso respeito às doses preconizadas é um fator essencial na prevenção do aparecimento dessa síndrome.

2. - Com inibidores seletivos da MAO B (selegilina): Existe o risco de crises hipertensivas. Deve haver um intervalo de duas semanas entre a interrupção do IMAO-B e o início do tratamento com milnaciprano e pelo menos uma semana entre a interrupção do milnaciprano e o início do tratamento com IMAO-B.

3. - Com agonistas 5 HT1D (sumatriptano): Por extrapolação com inibidores seletivos de recaptação da serotonina, existe o risco de hipertensão arterial e vasoconstrição arterial coronariana, por potencialização de efeitos serotoninérgicos. Deve-se aguardar um intervalo de uma semana entre a interrupção do milnaciprano e o início do tratamento com sumatriptano.

4. - Com digitálicos (digoxina): Risco de potencialização de efeitos hemodinâmicos, particularmente por via parenteral.

Associações desaconselhadas: Com adrenalina, noradrenalina (simpatomiméticos alfa e beta).

Em caso de ação sistêmica, por via parenteral: risco de crises hipertensivas, com possíveis arritmias (inibição da entrada de adrenalina ou de noradrenalina na fibra simpática). · Com clonidina e compostos similares: inibição do efeito antihipertensivo da clonidina (antagonismo de receptores adrenérgicos).

Inibidores seletivos da MAO A (moclobemida): risco de desenvolvimento de síndrome serotoninérgica*. Se esta associação não puder ser evitada, o paciente deve ser cuidadosamente monitorado. Iniciar o tratamento combinado, com a mínima dose recomendada.

Associações que requerem precauções de uso
1. - Com adrenalina, noradrenalina (simpatomiméticos alfa e beta)
: No caso de injeção subcutânea ou gengival, com indicação hemostática: Risco de crise hipertensiva com possibilidade de arritmias cardíacas (inibição da entrada de adrenalina ou noradrenalina na fibra simpática). Deve-se limitar a administração a menos de 0,1 mg de adrenalina em 10 minutos ou 0,3 mg em uma hora, no adulto.

2. - Lítio: Risco de desenvolvimento de síndrome serotoninérgica*. O paciente deve ser monitorado regularmente.

Reações adversas
Os efeitos indesejáveis observados durante o tratamento com Milnaciprano ocorrem principalmente na primeira ou nas duas primeiras semanas de tratamento e regridem, subsequentemente, com a melhora da depressão. São geralmente benignos e só raramente levam à interrupção do tratamento. 

Os efeitos indesejáveis mais comumente relatados, em monoterapia ou em associação com outros psicotrópicos, durante estudos clínicos e que ocorreram menos freqüentemente nos pacientes tratados com placebo, são: vertigem, diaforese, ansiedade, fogachos e disúria. Os efeitos indesejáveis relatados com menor freqüência são: náusea, vômitos, xerostomia, constipação, tremores e palpitações. 

Observou-se que pacientes com história de distúrbio cardiovascular ou uso concomitante de medicamento cardiológico podem ter maior incidência de eventos adversos cardiovasculares (hipertensão, hipotensão, hipotensão postural e palpitações).

Excepcionalmente, podem ocorrer: síndrome serotoninérgica, em associação com outros medicamentos (vide "Interações medicamentosas"); elevação moderada de transaminases, sem impacto clínico. 

Além disso, certos efeitos indesejáveis são relacionados à própria natureza da depressão: eliminação da inibição psicomotora, com risco de suicídio; ciclagem do humor, com episódio de mania; reativação de delírios, em pacientes psicóticos; sintomas de ansiedade paroxística (com antidepressivos psicoestimulantes).

Posologia
A dose recomendada é de 100 mg por dia, fracionada em duas administrações de 50 mg (1 cápsula), pela manhã e à noite, de preferência às refeições.

Pacientes idosos: o ajuste da dose não é necessário, se a função renal for normal. Pacientes com insuficiência renal: o ajuste da dose é necessário. Recomenda-se reduzir a dose diária para 50 mg ou 25 mg, de acordo com o grau de alteração da função renal. Nesse caso, utilizar cápsulas de 25 mg.

Duração do tratamento
O tratamento farmacológico de um episódio depressivo em geral dura vários meses (no mínimo 6 meses). Tratamentos adjuvantes: a associação de um medicamento sedativo ou ansiolítico pode ser útil no início do tratamento, a fim de prevenir o aparecimento ou a piora de sintomas de ansiedade. No entanto, os ansiolíticos não protegem obrigatoriamente o paciente de tendências suicidas. Modo de usar: a cápsula gelatinosa deve ser deglutida inteira, sem mastigar, com um pouco de água.

Superdosagem
Alguns casos de superdose foram observados com Milnaciprano, sem nunca resultar em morte do paciente. Em doses elevadas, o efeito emético pode limitar consideravelmente o risco de superdose. Com a dose de 200 mg, os seguintes efeitos indesejáveis são observados freqüentemente (> 10%): náusea, diaforese e constipação. 

Com doses de 800 mg a 1 g, em monoterapia, os principais sintomas observados foram: vômitos, distúrbios respiratórios (crises de apnéia) e taquicardia. Após doses maciças (1,9 g a 2,8 g), em associação com outros fármacos (principalmente benzodiazepínicos) os seguintes sintomas adicionais ocorrem: sonolência, hipercapnia e alterações da consciência. 

Toxicidade cardíaca não foi relatada. Tratamento em caso de superdosagem: Não existe antídoto específico para o milnaciprano. O tratamento deve ser sintomático, com lavagem gástrica, o mais rapidamente possível após a ingestão oral. Monitoração médica deve ser mantida por no mínimo 24 horas.

Pacientes idosos
O ajuste posológico não é necessário, se a função renal for normal, pois os parâmetros farmacocinéticos do milnaciprano não são significativamente alterados no idoso. No entanto, em pacientes com mais de 65 anos, deve-se considerar a possibilidade de alteração fisiológica da função renal, decorrente da idade. Se houver redução do "clearance" de creatinina, recomenda-se o ajuste da dose diária total, de acordo com o valor do "clearance" de creatinina (vide "Posologia"). 

Não se recomenda o uso do Milnaciprano em pacientes com hipertrofia prostática ou outros distúrbios gênito-urinários Recomenda-se prudência, ao se prescrever o milnaciprano para pacientes com insuficiência renal (vide "Posologia") ou glaucoma de ângulo aberto. Em pacientes hipertensos ou cardiopatas, recomenda-se reforçar a vigilância clínica, uma vez que o milnaciprano pode aumentar discretamente a freqüência cardíaca.

 

DULOXETINA 

CYMBALTA

A Duloxetina é um inibidor potente e balanceado da recaptação da serotonina e da noradrenalina. Essas duas substâncias estão envolvidas no complexo espectro dos sintomas da depressão. Não está relacionada quimicamente a outros Inibidores da Recaptação de Serotonina e Noradrenalina, tricíclicos, tetracíclicos ou outras drogas eficazes disponíveis no tratamento do Transtorno de Depressão Maior (TDM).

Seu nome químico é cloridrato de (+)-(S)-N-metil-?-(1-naftaleniloxi)-2-tiofenopropanamina. 

Propriedades Farmacológicas  
Mecanismo de Ação: O mecanismo de ação presumido da Duloxetina no tratamento da depressão maior está ligado à inibição da recaptação neuronal de serotonina e de noradrenalina e um aumento resultante na neurotransmissão serotonérgica e noradrenégica no SNC.

A Duloxetina bloqueia fortemente a recaptação de serotonina e de noradrenalina e fracamente a captação de dopamina, com baixa ou nenhuma afinidade para os receptores dopaminérgicos, histaminérgicos, colinérgicos e adrenégicos. A Duloxetina, dose dependente, aumentou os níveis extracelulares de serotonina e de noradrenalina em várias áreas do cérebro de animais.

Os estudos neuroquímicos e comportamentais em animais de laboratório mostraram um aumento de neurotransmissão de ambas serotonina e noradrenalina no Sistema Nervoso Central (SNC). A Duloxetina também normalizou o limiar de dor em diversos modelos pré-clínicos de dor inflamatória e neuropática e atenuou o comportamento da dor em um modelo de dor persistente.

 Informação ao paciente 
Ação esperada do medicamento: Duloxetina é um antidepressivo para administração oral indicado para o tratamento do transtorno de depressão maior.

Gravidez e lactação: Informe a seu médico a ocorrência de gravidez na vigência do tratamento ou após o seu término. Devido ao fato dos estudos de reprodução animal nem sempre predizerem a resposta em humanos, Duloxetina deve ser usado em gestantes apenas se o benefício potencial justificar o risco para o feto. A amamentação não é recomendada durante o uso de Duloxetina . Informar ao médico se está amamentando.

Interrupção do tratamento: Não interromper o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Reações adversas: Informe a seu médico o aparecimento de reações desagradáveis, tais como constipação, diarréia, boca seca, náusea, fadiga, insônia e tontura.

Ingestão concomitante com outras substâncias: Embora Duloxetina não aumente o prejuízo das habilidades mentais e motoras causadas pelo álcool, o seu uso concomitante com álcool não é recomendado. A Duloxetina deve ser administrada com cuidado aos pacientes que estiverem tomando outros medicamentos que agem no

Sistema Nervoso Central
O uso concomitante de Duloxetina em pacientes tomando Inibidores da Monoamino Oxidase (IMAO’s) está contra-indicado. Duloxetina pode ser administrado independente das refeições.

Contra-indicações e precauções:
Duloxetina não deve ser usado por pacientes alérgicos à droga ou a qualquer um dos seus excipientes. A segurança e eficácia de Duloxetina não foram avaliadas em pacientes pediátricos. Informe seu médico sobre qualquer medicamento que esteja usando, antes do início, ou durante o tratamento.

Qualquer droga psicoativa pode prejudicar o julgamento, o pensamento e a habilidade motora. Portanto, os pacientes devem ser prevenidos quanto ao risco de operação de máquinas, incluindo automóveis, até que estejam certos de que o tratamento com a Duloxetina não afeta a habilidade em dedicar-se a tais atividades.

Indicações
A Duloxetina é indicada para o tratamento do transtorno de depressão maior.

Contra-Indicações
A Duloxetina é contra-indicada em pacientes com hipersensibilidade conhecida à droga ou a qualquer um dos seus excipientes e em pacientes usando Inibidores da Monoamino Oxidase (IMAOS).

Advertências 
Houve relatos de reações graves, às vezes fatais, em pacientes recebendo um inibidor da recaptação de serotonina em combinação com um Inibidor da Monoamino Oxidase incluindo hipertermia, rigidez, mioclonia, instabilidade autonômica com possíveis flutuações rápidas dos sinais vitais e alterações do estado mental. Estas reações também têm sido relatadas em pacientes que interromperam recentemente os inibidores de recaptação de serotonina e iniciaram um IMAO.

Os efeitos do uso combinado da Duloxetina e IMAOS não foram avaliados em humanos ou em animais. Portanto, é recomendado que a Duloxetina não seja usada em combinação com um IMAO ou dentro de no mínimo 14 dias da interrupção do tratamento com um IMAO. Também se deve aguardar no mínimo 5 dias após a interrupção da Duloxetina antes de se iniciar um IMAO.

A Duloxetina deve ser usada cuidadosamente em pacientes com história de mania e de convulsão. A possibilidade de uma tentativa de suicídio é inerente ao transtorno depressivo maior e pode persistir até que ocorra remissão. Foi relatada midríase em associação com Duloxetina.

Desta forma, deve-se tomar cuidado quando prescrever a Duloxetina em pacientes com pressão intraocular elevada ou aqueles com risco de glaucoma de ângulo fechado agudo.

Insuficiência renal ou hepática: concentrações plasmáticas elevadas de Duloxetina ocorrem em pacientes com insuficiência renal grave (c/earance de creatinina < 30 ml/min) ou com insuficiência hepática grave. Deve ser usada uma dose inicial mais baixa em tais pacientes.

Gravidez e amamentação: Esta droga deve ser usada em gestantes somente se o provável benefício justificar o risco para o feto. A amamentação não é recomendada durante o uso de Duloxetina. Uso em idosos e crianças: a segurança e eficácia em pacientes pediátricos não foram estabelecidas. Não foram observadas diferenças na segurança e eficácia entre indivíduos idosos e indivíduos mais jovens.  

Interações Medicamentosas
A farmacocinética da CYP1A2, não foi afetada significantemente pela co-administração com a Duloxetina. Devido à CYP1A2 estar envolvida no metabolismo da Duloxetina, o uso concomitante de Duloxetina com inibidores potentes da CYP1A2 pode resultar em concentrações mais altas de Duloxetina. Portanto, deve-se ter cuidado ao administrar Duloxetina com inibidores da CYP1A2.

A Duloxetina é um inibidor moderado da CYP2D6. Portanto, deve- se ter cuidado se a Duloxetina for co-administrada com medicamentos metabolizadas pela CYP2D6 e que têm um índice terapêutico estreito. Devido à CYP2D6 estar envolvida no metabolismo da Duloxetina , o uso concomitante da Duloxetina com inibidores potentes da CYP2D6 pode resultar em concentrações mais altas da Duloxetina .

Aconselha-se cuidado ao se administrar a Duloxetina com inibidores da CYP2D6. A Duloxetina não inibe ou induz a atividade catalítica da CYP3A.

Portanto, um aumento ou diminuição no metabolismo desses substratos da CYP3A resultantes da indução ou inibição não são esperadas. O uso concomitante da Duloxetina e álcool não é recomendado.

A co-administração da Duloxetina com antiácidos contendo alumíni9 e magnésio ou com famotidina não teve nenhum efeito significante sobre a taxa ou extensão da absorção da Duloxetina após a administração de uma dose oral de 40 mg. Devido aos efeitos primários da Duloxetina sobre o SNC, deve-se tomar cuidado quando a mesma for usada em combinação com outras drogas que agem no mesmo local.

A Duloxetina está altamente ligada às proteínas plasmáticas, portanto sua administração a pacientes tomando outra droga que esteja altamente ligada às proteínas plasmáticas pode causar aumentos das concentrações livres da outra droga. A Duloxetina não teve nenhum efeito sobre a farmacocinética do lorazepam e o lorazepam não teve nenhum efeito sobre a farmacocinética da Duloxetina. A combinação da Duloxetina e lorazepam resultou em um aumento de sedação comparado com o lorazepam sozinho.

Cuidado é indicado na co-administração de antidepressivos tricíclicos (ADT) com Duloxetina, pois a Duloxetina pode inibir o metabolismo destes medicamentos.  

Reaçvões Adversas
Muito comuns: constipação, diarréia, boca seca, náusea, fadiga, tontura, insônia, vômito, espasmo muscular, anorexia, apetite diminuído, inquietação, letargia, insônia média, sonolência, tremor, bocejo, sudorese noturna, sudorese aumentada, fogachos, visão turva, anorgasmia, libido diminuída, transtorno de ejaculação, falha da ejaculação e disfunção erétil.  

Posologia e Administração 
Duloxetina deve ser administrada a uma dose de 60 mg uma vez ao dia, independente das refeições. Doses acima de 120 mg não foram sistematicamente avaliadas. Tratamento prolongado/manutenção/continuação:

Não há evidências disponíveis para se avaliar quanto tempo um paciente deve continuar a ser tratado com Duloxetina. Geralmente é de consenso que os episódios agudos do transtorno depressivo maior necessitam de uma terapia farmacológica mantida por vários meses ou mais longa.

Interrupção do tratamento 
Assim como com outras drogas eficazes no tratamento do transtorno depressivo maior, quando interromper Duloxetina após mais de 1 semana de terapia, é geralmente recomendado que a dose seja diminuída paulatinamente para minimizar o risco dos sintomas da interrupção.  

BUPROPIONA 

WELBUTRIN
ZETRON
BUP

A Bupropiona é um inibidor relativamente seletivo da recaptação de catecolaminas (noradrenalina e dopamina), com mínimo efeito sobre a recaptação de serotonina, indicado para tratamento do tabagismo.

Farmacodinâmica
A Bupropiona é originalmente um antidepressivo, inibidor da recaptação da noradrenalina e da dopamina, muito menos da serotonina e não inibe a monaminaoxidase. Seu mecanismo de ação no tabagismo é ainda desconhecido mas, presume-se, esteja envolvido com os mecanismos dopaminérgicos e noradrenérgicos. O pico máximo de ação é em torno de 3 horas e sua meia-vida em torno de 21 horas.

Metabolismo
O metabolismo da Bupropiona produz 3 metabólitos ativos no corpo humano; a hidroxibupropiona, a trihidrobupropiona e a eritrohidrobupropiona. Destes, o primeiro (hidroxibupropiona) tem o mesmo efeito da Bupropiona e os demais variam entre metade e dois terços de seu efeito.

A eliminação da Bupropiona é por via renal e de 5 a 8 dias depois da última tomada não se encontra mais essa substância nem seus metabólitos na urina. Os testes mostram que a eliminação da Bupropiona e de seus metabólitos não sofre diferenças significativas quando essa substância é ministrada isoladamente ou em combinação com adesivos cutâneos de nicotina.

Para o tabagismo
Apesar do objetivo inicial da Bupropiona ter sido para o tratamento da depressão, sua utilização ou em combinação com adesivos cutâneos de nicotina, tem mostrado taxas significativas de sucesso para o abandono do hábito de fumar.

Segundo trabalhos de Douglas E. Jorenby, do Instituto Médico da Universidade de Wisconsin, foram investigados 3 grupos de tratamento; 244 pacientes com uso isolado de Bupropiona, 245 com uso de placebo, 245 com adesivos cutâneos de nicotina e 160 combinando os dois tratamentos.

O tratamento com Bupropiona consistia no uso de 150 mg/dia durante os 3 primeiros dias, aumentado-se para 150 mg 2 vezes ao dia (300 mg/dia) do 4o. dia em diante. Com os adesivos de nicotina foi usada a dose de 21 mg/dia, 14 mg/dia na oitava semana e 7 mg/dia na nona semana.

A incidência de abstinência do fumo depois de 12 meses foi de 15,6% nos pacientes que usaram placebo, quase a mesma porcentagem (16,4%) naqueles que usaram a nicotina em adesivos cutâneos, 30,3% no grupo que uso Bupropiona e 35,5% entre as pessoas com tratamento combinado Bupropiona-adesivo.

Quanto ao ganho de peso entre os abstinentes, após a sétima semana aqueles que deixaram de fumar com o placebo engordaram em média 2,1 kg, enquanto o grupo dos adesivos de nicotina engordou uma média de 1,6 kg, 1,7kg para os usuários de Bupropiona e de apenas 1,1 kg para o grupo com tratamento combinado.

Precauções
A Bupropiona , com qualquer antidepressivo, não deve ser usado sem supervisão médica. Essa substância está relativamente contra-indicada nos pacientes com Transtornos Disrítmicos Cerebrais e/ou Epilepsia. Também se deve evitar em pacientes alérgicos à essa substância, a qual pode desencadear reações de urticária, prurido, eczemas e outras nesses pacientes.

A insônia foi observada em 35% dos pacientes tratados com 300 mg/dia de Bupropiona , contra 21% dos pacientes que apresentaram insônia com o placebo. Esse efeito colateral tem sido suficientemente importante para que 0,8% dos pacientes interrompam o tratamento. A redução da dose de Bupropiona também reduz a insônia.

Em relação à hipertensão, 6,1% dos pacientes em uso da Bupropiona , contra 2,1% dos que tomaram placebo tiveram aumento da pressão arterial. Na grande maioria dos casos, eram pacientes previamente portadores de transtorno hipertensivo. Em pacientes com problemas renais as doses devem ser diminuídas, tendo em vista a excreção renal da substância e a existência de metabólitos ativos.

Gravidez
Embora não tenham sido feitos estudos suficientes em seres humanos, coelhos e ratas grávidas tratadas com 14 a 10 vezes a dose recomendada não mostraram efeitos teratogênicos.

Idosos
Não se constataram efeitos adversos que contra-indiquem o uso de Bupropiona em idosos, quer seja para o tratamento antifumo quer para a depressão.

PRINCIPAIS EFEITOS COLATERAIS DA BUPROPIONA

Queixas

%

GERAL

 

Torcicolo

2

Reações Alérgicas

1

CARDIOVASULAR

 

Ondas de calor

1

Hipertensão

1

GASTROENTEROLOGIA

 

Boca seca

11

Aumento do apetite

2

Diminuição do apetite

1

MUSCULO-ESQULÉTICO

 

Artralgia (dor nas juntas)

4

Mialgia (dor muscular)

2

SISTEMA NERVOSO

 

Insônia

31

Tontura

8

Tremor

2

Sonolência

2

PELE

3

Coceira

 

Vermelhidão

3

Urticária

2

Pele seca

1



ESCITALOPRAM
 
LEXAPRO 
 
O Escitalopram é um inibidor seletivo da recaptação de serotonina (5-HT). A inibição da recaptação de 5-HT é o único mecanismo de ação provável que explica os efeitos farmacológicos e clínicos do Escitalopram.

Farmacocinética
A absorção é quase completa e independe da ingestão de alimentos (Tmáx médio de 4 horas após dosagem múltipla). A biodisponibilidade absoluta do Escitalopram é em torno de 80%.

Distribuição
O volume de distribuição aparente (Vd,b/F) é de cerca de 12 a 26 l/kg, após administração oral. A ligação às proteínas plasmáticas é menor que 80% para o escitalopram e seus principais metabólitos.

Biotransformação
O Escitalopram é metabolizado no fígado em derivados ativos. A biotransformação do Escitalopram no metabólito desmetilado é mediada pelo CYP2C19. É possível alguma contribuição das enzimas CYP3A4 e CYP2D6.

Eliminação
A meia-vida de eliminação (T1/2b) após doses múltiplas é de cerca de 30 horas, e o clearance plasmático oral (Cloral) é de aproximadamente 0,6 l/min. Os principais metabólitos têm uma meia-vida consideravelmente mais longa. Assume-se que o Escitalopram e seus principais metabólitos são eliminados tanto pela via hepática como pela renal, sendo a maior parte da dose excretada como metabólitos na urina. A farmacocinética é linear.

Indicações
O Escitalopram é indicado para tratamento e prevenção da recaída ou recorrência da depressão. Tratamento do transtorno do pânico, com ou sem agorafobia. Tratamento do transtorno de ansiedade generalizada (TAG). Tratamento do transtorno de ansiedade social (fobia social).

Contra-indicações
Este medicamento é contra-indicado em crianças. Escitalopram é contra-indicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade ao Escitalopram ou a qualquer um de seus componentes. O tratamento concomitante com IMAOs (inibidores da monoaminoxidase) é contra-indicado.

Posologia
Tratamento da depressão e prevenção de recaídas: A dose usual é de 10 mg/dia (20 gotas ou 1 ml). Dependendo da resposta individual do paciente, aumentar a dose até um máximo de 20 mg/dia (40 gotas ou 2 ml). Após o desaparecimento dos sintomas, durante o tratamento inicial, é necessário o estabelecimento de um período de manutenção com duração de vários meses, para a consolidação da resposta.

Tratamento do Transtorno do Pânico com ou sem agorafobia: Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg/dia (10 gotas ou 0,5 ml) na primeira semana de tratamento, antes de se aumentar a dose para 10 mg/dia (20 gotas ou 1 ml), para evitar a ansiedade paradoxal que pode ocorrer nesses casos. Dose máxima de 20 mg/dia (40 gotas ou 2 ml).

Tratamento do Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): A dose inicial usual é de 10 mg/dia (20 gotas ou 1 ml). Pode ser aumentada para um máximo de 20 mg/dia (40 gotas ou 2 ml), após, no mínimo, uma semana do início do tratamento.

Recomenda-se um tratamento pelo período de três meses para a consolidação da resposta. O tratamento de respondedores por um período de 6 meses pode ser utilizado para a prevenção de recaídas e deverá ser considerado como uma opção para alguns pacientes.

Os benefícios do tratamento com Escitalopram devem ser reavaliados periodicamente. Tratamento do transtorno de ansiedade social (fobia social): A dose usual é de 10 mg/dia (20 gotas ou 1 ml). Dependendo da resposta individual, decrescer a dose para 5 mg/dia (10 gotas ou 0,5 ml) ou aumentar até um máximo de 20 mg/dia (40 gotas ou 2 ml).

Para o alívio dos sintomas geralmente são necessárias de 2 a 4 semanas de tratamento. Tratar por um mínimo de 3 meses para a consolidação da resposta. Um tratamento de longo prazo para os respondedores deve ser considerado para a prevenção de recaída.

Cuidados Especiais
Pacientes idosos (> 65 anos de idade): Considerar um tratamento inicial com metade da dose normalmente recomendada e uma dose máxima mais baixa.

Crianças e adolescentes (< 18 anos): Não usar Escitalopram para tratar crianças ou adolescentes menores de 18 anos, ao menos que a necessidade clínica seja clara, e o paciente seja cuidadosamente monitorado pelo médico quanto ao aparecimento de sintomas suicidas.

Função renal reduzida: Não é necessário ajuste de dose em pacientes com disfunção renal leve ou moderada. Não existem dados em pacientes com a função renal gravemente reduzida (clearance de creatinina < 30 ml/min), recomenda-se cautela nesses casos.

Função hepática reduzida: Recomenda-se uma dose inicial de 5 mg/dia (10 gotas ou 0,5 ml) durante as duas primeiras semanas de tratamento. Dependendo da resposta individual de cada paciente, aumentar para 10 mg/dia (20 gotas ou 1 ml).

Pacientes com problemas na metabolização pela CYP2C19: Para os pacientes com conhecidos problemas de metabolização pela isoenzima CYP2C19, recomenda-se uma dose inicial de 5 mg/dia (10 gotas ou 0,5 ml) durante as primeiras duas semanas de tratamento. Dependendo da resposta individual de cada paciente, aumentar a dose para 10 mg/dia (20 gotas ou 1 ml).

Duração do tratamento: A resposta ao tratamento é individual e com duração mínima de, aproximadamente, seis meses.

Descontinuação: Ao interromper o tratamento com Escitalopram, reduzir gradualmente a dose durante um período de 1 ou 2 semanas, para evitar possíveis sintomas de descontinuação.

Esquecimento da dose: Retomar no dia seguinte a prescrição usual. Não dobrar a dose.

Ansiedade paradoxal: Alguns pacientes com transtorno do pânico podem apresentar sintomas de ansiedade intensificados no início do tratamento com antidepressivos. Recomenda-se uma dose inicial baixa para reduzir a probabilidade de um efeito ansiogênico paradoxal.

Convulsões: Descontinuar o medicamento em qualquer paciente que apresente convulsões. Evitar o uso dos ISRSs em pacientes com epilepsia instável e monitorar os pacientes com epilepsia controlada, sob orientação médica.

Mania: Utilizar os ISRSs com orientação do médico em pacientes com um histórico de mania/hipomania. Descontinuar os ISRSs em qualquer paciente que entre em fase maníaca.

Hiponatremia: Descontinuar o tratamento. Deve-se ter cautela com pacientes de risco, como idosos, cirróticos ou em uso concomitante de medicamentos que sabidamente podem causar hiponatremia.

Diabetes: Pode ser necessário um ajuste na dose de insulina e/ou hipoglicemiantes orais em uso.

Suicídio: Pacientes em tratamento com Escitalopram devem ser monitorados no início do tratamento devido à possibilidade de tentativa de suicídio, principalmente se o paciente possui pensamentos ou comportamento suicidas ou se já os apresentou em outros episódios.

Pacientes potencialmente suicidas não devem ter acesso a grandes quantidades de medicamentos. Avaliar a possibilidade de co-morbidade com depressão maior no caso do tratamento de outros distúrbios psiquiátricos.

Hemorragia: Seguir a orientação do médico no caso de pacientes em tratamento com ISRSs concomitantemente com medicamentos conhecidos por afetar a função de plaquetas (p. ex.: antipsicóticos atípicos e fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos triciclicos, aspirina e medicamentos antiinflamatórios não-esteróides (AINEs), e em pacientes com conhecida tendência a sangramentos.

Eletroconvulsoterapia (ECT): A experiência clínica no uso combinado de ISRSs e ECT é limitada; portanto, recomenda-se cautela.

Erva-de-são joão: A utilização concomitante de ISRSs e produtos fitoterápicos contendo erva-de-são-joão (Hypericum perforatum) pode resultar no aumento da incidência de reações adversas.

Efeitos na capacidade de dirigir ou operar máquinas: O Escitalopram não afeta a função intelectual nem o desempenho psicomotor. Porém, o paciente deve ser orientado quanto a um possível risco de uma interferência na sua capacidade de dirigir automóveis e de operar máquinas.

Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois a sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.

Uso durante a gravidez e a lactação
Não usar Escitalopram durante a gravidez, a menos que a necessidade seja clara e seja avaliado cuidadosamente o risco-benefício do uso deste medicamento, pois não há dados clínicos disponíveis sobre a exposição durante a gravidez. Se Escitalopram for usado durante a gravidez, não interromper abruptamente. A descontinuação deverá ser gradual.

O uso de Escitalopram durante o terceiro trimestre de gravidez poderá resultar em distúrbios neurológicos e comportamentais no recém-nascido. As seguintes reações foram observadas nos recém-nascidos: irritabilidade, tremor, hipertonia, tônus muscular aumentado, choro constante, dificuldade para mamar e para dormir.

Esses efeitos também podem ser indicativos de síndrome serotoninérgica ou retirada abrupta do medicamento durante a gravidez. O escitalopram é excretado no leite materno. Mulheres em fase de amamentação não devem ser tratadas com escitalopram. Em situações onde não for possível retirar o medicamento, devido à gravidade do quadro clínico materno, substituir o aleitamento materno pelos leites industrializados, específicos para recém-nascidos.

Sem orientação médica, não utilizar este medicamento em mulheres grávidas. Informar imediatamente o seu médico ou cirurgião-dentista, em caso de suspeita de gravidez ou se iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Interações medicamentosas
IMAOs:
Não administrar Escitalopram em combinação com IMAOs. Iniciar o uso de Escitalopram somente após 14 dias da suspensão do tratamento com um IMAO irreversível e pelo menos um dia após a suspensão do tratamento com um IMAO reversível (RIMA). Iniciar o tratamento com um IMAO ou RIMA no mínimo sete dias após a suspensão do tratamento com Escitalopram.

Drogas de ação serotoninérgica (p. ex.: tramadol, sumatriptano): A administração concomitante pode levar ao aparecimento da síndrome serotoninérgica.

Lítio ou triptofano: O uso concomitante de ISRSs com essas drogas deve ser feito com orientação do médico.

Erva-de-são-joão (Hypericum perforatum): O uso concomitante com os ISRSs pode resultar num aumento da incidência de reações adversas.

Drogas que afetam a função plaquetária (p. ex.: antipsicóticos atípicos e fenotiazidas, antidepressivos tricíclicos, aspirina, AINEs): Associadas aos ISRSs podem aumentar a tendência hemorrágica destes (inibição da recaptação de serotonina pelos trombócitos), particularmente em pacientes com tendências hemorrágicas.

Omeprazol: Resulta em um aumento das concentrações plasmáticas do Escitalopram em aproximadamente 50%. Poderá ser necessária a redução da dose do Escitalopram.

Cimetidina: Resulta em um aumento das concentrações plasmáticas do Escitalopram de aproximadamente 70%. Poderá ser necessária a redução da dose do escitalopram.

Inibidores da CYP2C19 (fluoxetina, fluvoxamina, lanzoprazol, ticlopidina): Resulta em aumento da concentração plasmática do escitalopram. Poderá ser necessária a redução da dose do escitalopram.

Medicamentos metabolizados por CYP2D6 (antiarrítmicos, neurolépticos): Pode ser necessário um ajuste de dose destes, quando co-administrados com Escitalopram.

Desipramina (substrato da CYP2D6): Tem seus níveis plasmáticos dobrados se administrada com Escitalopram.

Metoprolol (substrato da CYP2D6): Tem seus níveis plasmáticos dobrados se administrado com Escitalopram. Recomenda-se cautela até que experiências clínicas adicionais estejam disponíveis. Estudos de interação farmacocinética com o citalopram racêmico não demonstraram quaisquer interações clinicamente importantes na farmacocinética da carbamazepina (substrato da CYP3A4), triazolam (substrato da CYP3A4), teofílina (substrato da CYP1A2), varfarina (substrato da  CYP2C9), levomepromazina, lítio e digoxina. No entanto, poderá existir o risco de uma interação farmacodinâmica com a carbamazepina, varfarina e lítio.

Reações adversas
As reações adversas são mais freqüentes durante a primeira ou segunda semana de tratamento e, geralmente, diminuem de intensidade e freqüência com a continuação do tratamento. Sintomas de descontinuação podem ocorrer com a interrupção abrupta do tratamento. As evidências clínicas e pré-clínicas sugerem que os ISRSs não causam dependência.

Efeitos adversos possíveis: náuseas, sinusite (nariz congestionado ou com coriza), diminuição do apetite, dificuldade para adormecer, sonolência, tonturas, bocejos, diarréia, constipação intestinal, sudorese aumentada, perturbações sexuais (demora na ejaculação, problemas de ereção, diminuição da libido; mulheres podem ter dificuldade em atingir o orgasmo), cansaço, febre, insônia, alteração no paladar.

 As seguintes reações adversas aplicam-se ao ESCITALOPRAM 

 Cardiovasculares: 

Hipotensão postural.

Metabolismo/Nutrição:

Hiponatremia, secreção alterada ADH.

Oculares:

Visão anormal.

Gastrintestinais:

Náusea, vômito, boca seca, diarréia, anorexia.

 Geral

Insônia, tonturas, fadiga, sonolência, reações anafiláticas.

Hepatobiliares:

Testes anormais da função hepática.

Musculoesqueléticos:  

Artralgia, mialgia. 

Neurológicos: 

Convulsões, tremores, distúrbios motores, síndrome serotoninérgica  

Psiquiátricos:

Alucinações, mania, confusão, agitação, ansiedade 

Renais e urinários:  

Retenção urinária.  

Genital: 

Galactorréia, disfunções sexuais, incluindo problemas de ejaculação, anorgasmia.

Superdose
Foram tomadas doses de 190 mg de Escitalopram; sintomas graves não foram notificados. Os sintomas de superdose com o composto racêmico de citalopram (> 600 mg) foram: tontura, tremores, agitação, sonolência, inconsciência, convulsões, taquicardias, alterações no ECG com alterações ST-T, alargamento do complexo QRS, intervalo QT prolongado, arritmias, depressão respiratória, vômitos, rabdomiólise, acidose metabólica, hipocalemia. Acredita-se que uma superdose com escitalopram resulte em sintomas semelhantes.

Conduta em caso de superdose
Não existe um antídoto específico. Estabelecer e manter a viabilidade das vias aéreas, assegurar uma adequada oxigenação e ventilação. Realizar uma lavagem gástrica após a ingestão oral, assim que possível. Recomenda-se monitorar os sinais cardíacos e vitais, em conjunto com medidas de suporte sintomático gerais.

 

Farmácia

 

para referir:
Ballone GJ - Antidepressivos Atípicos - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.





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Escolhendo um Antidepressivos
Hoje a primeira escolha para a maior parte dos pacientes deprimidos não é mais um ATC ou um inibidor da MAO, mas um dos vários inibidores seletivos da recaptação de serotonina (ISRSs), os quais aumentam a atividade da serotonina retardando a sua recaptação. O sucesso do Prozac, atualmente o agente psiquiátrico mais amplamente prescrito nos Estados Unidos, foi seguido pela introdução de seus parentes próximos.

Como os ISRSs provocam menos efeitos colaterais do que os ATCs e quase não representam nenhum perigo de suicídio por superdose, os médicos estão mais dispostos a prescrevê-los e os pacientes, a tomá-los. Podem causar insônia, agitação ou respostas sexuais diminuídas. Como exercem efeito sobre as enzimas hepáticas, podem retardar a eliminação de anti-histamínicos, analgésicos e antidepressivos tricíclicos do organismo.

Se ISRSs são ingeridos junto com inibidores da MAO ou lítio, pode ocorrer uma reação chamada de síndrome serotominérgico, cujos sintomas incluem coração batendo em disparada, pressão arterial alta e temperatura corporal elevada.

Como os neurotransmissores são mais bem compreendidos hoje do que no passado, os farmacologistas agora são capazes de desenhar agentes com maior precisão. Já criaram vários fármacos novos que agem em vários pontos das vias serotonérgicas e noradrenérgicas as e que têm características úteis para objetivos específicos. Sertralina pode ser útil para combater a insônia em pacientes deprimidos ou a mirtazapina (Remeron), para pacientes cujas respostas sexuais são enfraquecidas pelos ISRSs. Doses elevadas de Venlafaxina, fármaco que retarda a recaptação de serotonina e noradrenalina, podem fazer efeito mais rapidamente do que outros antidepressivos em alguns pacientes.


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Síndrome de Abstinência a Antidepressivos
Um boletim do CEBRID, que é o Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas, da UNIFESP-EPM, de 11 Maio a Julho 2001, cometa dois artigos sobre a dependência à antidepressivos sob o título "Síndrome de Abstinência por antidepressivos. Ou será que deveremos falar em Síndrome da Descontinuação?"

"O artigo narra o caso de paciente com 75 anos de idade que passa a apresentar, 24 horas após interromper abruptamente a ingestão de 150mg/dia de venlafaxina, sintomas de agitação, sudoração, náusea/vômito, tinitus e insônia. Esta sintomatologia muito marcante foi totalmente abolida em 24 horas após administração de 50mg de sertralina.

Os autores descrevem em tabela "os sintomas possíveis da descontinuação da venlafaxina de acordo com a literatura médica". Psiquiátricos; ansiedade, disforia, agitação, fadiga, alucinações, perturbação do sono, sonhos bizarros; Neurológicos; tontura, dor-de-cabeça, tinitus, tremores, parestesias, akatisia, perturbação do equilíbrio; autonômicos, febre, transpiração, calafrios, taquicardia, hipertensão; outros, como diarréia, flatulência, polaciúria.

O segundo artigo, já no título, traz os dois nomes e comenta: "em adultos, sintomas de abstinência da paroxetina estão associados com os ISRS (por exemplo, sintomas gastrintestinais, náusea, dor-de-cabeça, mialgias, e agitação) e são semelhantes àqueles previamente descritos para os tricíclicos antidepressivos.

A porcentagem de pacientes adultos relatando sintomas de abstinência de ISRS varia de 5% a 88%. Estes pacientes na maior parte apresentam os sintomas de descontinuação dentro de 1 a 25 dias após cessar a medicação.

O artigo descreve um menino de 9 anos que interrompeu abruptamente a ingestão diária de 10mg de paroxetina, após 4 meses de uso; 24 horas após passou a apresentar êmese, tonturas, sonolência, dor-de-cabeça e fadiga, sintomas estes que pioraram nas 30 horas subseqüentes. A paroxetina (10mg) foi reintroduzida e 24 horas após os sintomas desapareceram por completo."
Veja o artigo

Farmácia

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