Cafeína

Até agora, nenhum estudo sobre a cafeína é incontestável.
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Muito provavelmente a cafeína vem sendo utilizada, por seus efeitos sobre o Sistema Nervoso Central, desde o período paleolítico (Barone e Roberts, 1984). Os relatos mais confiáveis, entretanto, referem que ela tem sido consumida há milênios. Os chineses já a consumiam no século IV a.C.

Nossa cultura atual reconhece que o café, tal como se conhece hoje, seja originário da Etiópia (antiga Abissínia), difundindo-se na península arábica através do Iêmen e, dos árabes, para o resto do mundo. Na Europa o café foi mais fortemente introduzido a partir do século XVI pelos espanhóis e holandeses, no período das conquistas ultramarinas (James, 1997). Antes disso o café era consumido de maneira restrita e a bebida nobre era o chá.

A inclinação periódica de desqualificar o café, muitas vezes em favor do chá, é igualmente antiga. Um fato curioso ocorreu com o rei sueco Gustavo II. O monarca considerava o café uma bebida revolucionária e uma ameaça a civilização. Por causa disso idealizou uma experiência para mostrar as conseqüências do uso do produto: um prisioneiro condenado à morte seria forçado a beber café diariamente até morrer, enquanto outro condenado beberia chá. Por ironia, os médicos responsáveis pelo estudo morreram primeiro, seguidos pelo assassinato do rei. Quanto aos prisioneiros, o primeiro a falecer foi o bebedor de chá, aos 83 anos (Messias,...2001).

A cafeína, quimicamente conhecida por 1,3,7-trimetilxantina, é o ingrediente ativo do café, mas pode estar presente em muitas comidas e bebidas. Essa substância pertence ao grupo de compostos das metilxantinas, onde se inclui também o chá. As xantinas são substâncias capazes de estimular o sistema nervoso, produzindo certo estado de alerta de curta duração.

Além do café, a cafeína também é encontrada em outras bebidas, em proporções menores, tais como as bebidas contendo cacau, cola, chocolate, além do chá e de alguns remédios do tipo analgésico ou contra gripes. Devido à diversidade de produtos que contém cafeína, presente em mais de 60 espécies de plantas do mundo, ela é, seguramente, a droga psicoativa mais popular no mundo (Glass, 1994; Palfai e Jankiewiez, 1991).

A cafeína é mesmo a substância estimulante de maior consumo em todo mundo. Só nos Estados Unidos, calcula-se que a média de ingestão diária por pessoa seja superior a 150 mg, o equivalente a 3,5 kg de café por ano por pessoa.

Considerando que a cafeína está presente no café, chá, chocolates, refrigerantes à base de cafeína ou medicamentos, pode-se dizer que cerca de 80% da população geral faz uso dessa substância diariamente, embora seja muito difícil quantificar seu consumo (Strain & Griffiths, 2000). Nas últimas décadas, devido ao aumento do consumo de refrigerantes do tipo cola, tem crescido o consumo de cafeína, sobretudo entre os adolescentes.

De todos os estudos publicados até agora sobre a cafeína, não se pode extrair de forma incontestável, dados que comprovem que essa substância apresenta perigos ao organismo (Boa Saúde). Ao lado de muitas recomendações médicas, técnicas e científicas na direção de se evitar consumir a cafeína em excesso, a substância pode até atuar de forma terapêutica e ser consumida com a devida prescrição médica. 

Níveis de cafeína por volume

Café Expresso (2 xícaras) 250 a 330 mg
Café descafeinado 1 - 5 mg
Café preparado por decantação 40 - 170 mg
Café preparado por gotejamento 60 - 180 mg
Café solúvel 30 - 120 mg
Chá preparado 20 - 110 mg
Chá instantâneo 25 - 50 mg
Chocolate 2 - 20 mg
Coca Cola 45 mg
Diet Coke 45 mg
Pepsi Cola 40 mg
Refrigerantes diversos 2 - 20 mg
Medicamentos analgésicos 30 - 200 mg
Remédios para resfriados 30 - 100 mg

A Cafeína no Mundo
Erick Messias
cita que, na Inglaterra, em 1676, o rei Charles II não teve sucesso em tentar proibir as casas que serviam café, enquanto que, na França, os cafés se tornariam locais de reunião dos intelectuais. Consta que os cafés franceses contavam com freqüentadores famosos, como Robespierre, Victor Hugo, Voltaire, Napoleão e Rousseau.

Hoje a cafeína é consumida regularmente por bilhões de pessoas no mundo, configurando diversas e variadas práticas culturais, sendo até vital para algumas economias. Os países latinos têm, tradicionalmente, o hábito de tomar café mais concentrado, com maior teor de cafeína, enquanto os americanos preferem o café bem mais diluído, de preferência descafeinado. Sobre o consuno, fora o Brasil e Cuba, que são os maiores produtores de café, a Grã-Bretanha, a Itália, a Escandinávia e os EUA são os maiores consumidores de cafeína do mundo (Strain & Griffiths, 2000; James, 1997).

Efeitos da Cafeína

Sistema Nervoso Central
A cafeína é um estimulante do Sistema Nervoso Central. Penetrando na corrente sanguínea atinge o córtex cerebral exercendo aí seus efeitos. O que se percebe, inicialmente, é uma espécie de revigoramento e diminuição do sono e da fadiga.

No Sistema Nervoso Central, mais precisamente, no Sistema Nervoso Autônomo, o a neurotransmissão baseada no neurotransmissor adenosina age como redutor da freqüência cardíaca, da pressão sanguínea e da temperatura corporal. Normalmente é o que acontece quando somos acometidos pela sensação de cansaço, torpor e sono. Pois bem. A cafeína exerce uma ação inibidora sobre esses receptores do neurotransmissor adenosina, situados nas células nervosas. Por isso dá-nos uma sensação de revigoramento, diminuição do sono e da fadiga.

Por outro lado, a cafeína exerce um efeito sobre a descarga das células nervosas e a liberação de alguns outros neurotransmissores e hormônios, tais como a adrenalina. Ela age também sobre aumento da secreção da enzima lipase, uma lipoproteína que mobiliza os depósitos de gordura para utilizá-los como fonte de energia no lugar do glicogênio muscular. Esse efeito de poupar o glicogênio, torna o corpo mais resistente à fadiga.

Uma xícara de café forte costuma produzir em poucos minutos, um aumento da acuidade mental e sensorial, além de elevar o nível de energia, tornando a pessoa mais alerta e proporcionando bem-estar.

Uma xícara comum de café contém cerca de 50 a 150 miligramas de cafeína, enquanto uma xícara de chá ou de refrigerantes a base de cola tem entre 35 a 50 miligramas. O café coado tem menos teor de cafeína que o café sírio, por exemplo, que não se filtra, ficando o pó assentado no fundo do recipiente e muito menos que o café expresso (sob pressão de vapor). Este último tem maior proporção de cafeína, conseqüentemente produz um maior estado energético. Assim consumido e, freqüentemente, e em altas doses, a cafeína pode vir a provocar uma dependência moderada em certas pessoas.

Em doses muito elevadas a cafeína pode provocar a liberação espontânea de íons cálcio dentro do músculo, desencadeando pequenos tremores involuntários, aumento da pressão arterial e da freqüência cardíaca.

Em medicina, a cafeína tem sido usada para reativar padrões deprimidos de respiração, como terapêutica auxiliar no tratamento de dores, principalmente de cabeça e enxaqueca. Mais recentemente a cafeína tem sido usada como coadjuvante em muitos remédios para o dor, controle do peso, alívio de alergias e para melhorar o estado de alerta (Barone e Roberts, 1984). 

Sistema Cardiovascular
Duas a três xícaras de café forte (aproximadamente 250 mg de cafeína), numa pessoa que não faz uso regular da bebida, pode causar aumento da freqüência cardíaca (taquicardia). Em alguns casos pode haver sensação de palpitação produzida pela ocorrência de extra-sístoles.

Há também maior probabilidade de haver um aumento da pressão sangüínea desencadeada pela cafeína, juntamente com vasodilatação e aumento do fluxo sangüíneo para os tecidos em geral, incluindo as coronárias.

Os vasos sangüíneos cerebrais, por sua vez, apresentam diminuição do calibre. Essa vasoconstricção cerebral é a propriedade que justifica o emprego da cafeína no tratamento de crises de enxaqueca, onde a vasodilatação existente é responsável pelo quadro, e é combatida pela cafeína.

Entretanto, tudo isso pode ser modificado com o uso regular da cafeína. Essa mudança de resposta do organismo aos efeitos da cafeína dá-se pelo desenvolvimento de uma tolerância à substância, a partir da qual ela não causa mais qualquer tipo de alteração na pressão sanguínea, na freqüência cardíaca e no fluxo de sangue aos tecidos. 

Sistema Respiratório
A cafeína possui dois efeitos importantes no sistema respiratório. Ela estimula os neurônios do centro respiratório do cérebro proporcionando um aumento discreto da freqüência e a intensidade da respiração, juntamente com um efeito local nos brônquios, produzindo um satisfatório efeito broncodilatador. Essas propriedades sugerem benefícios no consumo regular de cafeína por pacientes asmáticos. 

Sistema Genitourinário
A ingesta aguda de cafeína produz um moderado aumento no volume de urina e na excreção urinária de sódio, diminuindo a reabsorção de sódio e de água nos túbulos renais. Assim sendo ela tem algum efeito diurético que pode ser útil no alívio de cólicas menstruais (dismenorréia) produzidas pela retenção de líquidos. Esse efeito de alívio na dismenorréia e realçado pelos efeitos analgésicos da substância. 

Sistema Digestivo
A cafeína estimula a secreção gástrica de ácido clorídrico e da enzima pepsina no ser humano, em doses a partir de 250 mg (duas xícaras de café forte). Essa característica da cafeína a contra-indica em pacientes com úlcera digestiva. Entretanto, em pessoas sem nenhuma patologia digestiva a cafeína não tem sido associada a um maior risco de úlcera péptica. Essa associação ainda não foi difinitivamente investigada e esclarecida através de pesquisas clínicas convincentes. 

Sitema Endócrino
A cafeína tem sido associada à um aumento nos níveis de ácidos graxos livres no sangue, portanto, funcionaria como uma substância capaz de mobilizar gorduras. Esse efeito não teria influência da tolerância, ou seja, ele se observaria tanto em pessoas que usam cafeína esporadicamente, como nos usuários crônicos.

O efeito termogênico, de aumento dos níveis de ácidos graxos, ocorre devido a uma mobilização das gorduras de seus depósitos (lipólise), muito provavelmente em conseqüência da ação da cafeína como antagonista dos efeitos da adenosina no tecido adiposo. Atualmente já existem evidências de que possa ter algum efeito da cafeína no emagrecimento de pessoas obesas, principalmente quando ingerida junto com as refeições.

Ainda em relação ao Sistema Endócrino, a ingestão de cafeína por uma pessoa que não faça uso regular da mesma, pode causar um aumento dos níveis de alguns hormônios, como a renina, as catecolaminas, a insulina e o hormônio da paratireóide. Estes efeitos, entretanto, como acontece no fenômeno da tolerância, não ocorrem na pessoa que faz uso regular da substância devido à adaptação do organismo à mesma. 

 Muitos usos terapêuticos para a cafeína têm sido propostos, incluindo nos casos de inseminação artificial, quando aumenta a atividade de espermatozóides hipocinéticos, também para dores de cabeça, Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade, Doença de Parkinson, Dermatite Atópica e Apnéia Neonatal.

A possível ação antineoplásica da cafeína necessita de pesquisas adicionais, pois a cafeína poderia ter um importante papel protegendo fumantes contra o câncer de pulmão. A cafeína pode ser de algum benefício no tratamento da dermatite atópica. Uma das aplicações terapêuticas para a qual a cafeína possui seu maior potencial é no tratamento da Apnéia Respiratória Neonatal. 

Efeitos Benéficos

Mal de Parkinson
O café (ou a cafeína) pode ajudar a deter a Doença de Parkinson ou mesmo prevení-la. Mas, tendo em vista o ainda reduzido número de trabalhos sobre esse tema (43 trabalhos referidos pela Medline), não se sabe o suficiente para poder recomendar com bastante segurança, o aumento do consumo de café como medida preventiva para a Doença de Parkinson.

A Doença de Parkinson causa tremores musculares e fraqueza, afeta cerca de uma pessoa em cada 200, em todo o mundo, mais comumente idosos. Entre as vítimas mais famosas encontram-se, atualmente, o papa João Paulo II, o ex-boxeador Muhammad Ali e o ator Michael J. Fox.

Alguns estudos atuais têm sugerido, fortemente, que a cafeína pode estar relacionada à prevenção da Doença de Parkinson. Entre esses estudos destacamos três, um de Ross e colaboradores, de 2000, mostrando um efeito protetor da cafeína sobre o desenvolvimento da Doença de Parkinson, e dois trabalhos, de 2001, corroborando esses resultados.

O estudo de Ross (2000) enfocou dados colhidos durante 30 anos de 8.004 homens participantes de um programa cardíaco e descobriu que, quem não bebia café tinha um risco de desenvolver a Doença de Parkinson cinco vezes maior do que as pessoas que consumiam cinco ou mais xícaras de café por dia.

Ascherio e colaboradores (2001), estudaram uma população de 47.351 homens e 88.565 mulheres sem Doença de Parkinson, mediante a aplicação de um  detalhado questionário dietético sobre o estilo de vida, atualizando-os a cada dois ou quatro anos. Os resultados apontaram para um possível efeito protetor de doses moderadas da cafeína no desenvolvimento da Doença de Parkinson.

Também em 2001, Chen e colaboradores elaboraram estudos epidemiológicos associando o consumo de cafeína e Doença de Parkinson. Os dados de Chen estabelecem uma base neurológica potencial para a associação inversa da cafeína com o desenvolvimento da Doença de Parkinson, ou seja, quanto mais presente estava a cafeína na vida da pessoa, menores eram as possibilidades dessa doença. A cafeína atuaria impedindo os deficits dopaminérgicos característicos da Doença de Parkinson

Dores de Cabeça
A cafeína, por ter a propriedade de contrair os vasos sangüíneos, compensa a dilatação dos vasos sangüíneos do crânio que normalmente causa a dor de cabeça, aliviando esse desagradável sintoma. Além disso, a cafeína parece potencializar os efeitos de outros analgésicos além de melhorar as dores de cabeça por razões emocionais.

Seymour Diamond (2001), realizou estudo com 301 pessoas que sofrem de dor de cabeça (cefaléia) freqüente, mostrou que uma dose de cafeína também pode ajudar a tratar a cefaléia comum associada à tensão e atingir resultados ainda melhores se combinada com ibuprofeno.

Da população pesquisada, 80% dos que tomaram a combinação de ibuprofeno com cafeína verificaram que as dores melhoraram significativamente em seis horas, comparadas a 67% que tomaram somente ibuprofeno.

Os pacientes que receberam ibuprofeno associado à cafeína tiveram um alívio da dor quase uma hora antes dos pacientes que tomaram apenas ibuprofeno. Esses pacientes pesquisados por Diamond apresentavam dores de cabeça associadas à tensão, conhecidas como cefaléias por tensão, de 3 a 15 vezes por mês. 

Feldman (1994), recomenda que pacientes portadores de cefaléia tipo enxaqueca, crônica, pararem de tomar café por um algum tempo, com o objetivo de "limpar o organismo" para, quando estiverem sofrendo uma crise de enxaqueca e não quiserem tomar algum outro tipo de remédio, possam servir-se de duas xícaras de café bem forte para obter alívio. 

Melhora da Atenção
Sabe-se, há tempos, que substâncias estimulantes podem melhorar a atenção. Warburton (2001) pesquisou o efeito de alguns estimulantes, entre eles a cafeína, sobre os níveis de atenção, com resultados bastante positivos.

Em pacientes portadores de Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade o uso de estimulantes, notadamente a cafeína, tem desempenhado um efeito próximo de brilhante (Riccio, 2001). Nesse transtorno estaria prejudicada a atenção voluntária (e seletiva) por um excesso de atenção expontânea (aumento da vigilância e prejuízo da tenacidade). A cafeína teria um possível efeito nos mecanismos frontais do controle, isto é, melhorando a atenção focalizada (expontânea) e favorecendo uma maisor seletividade do objeto a dedicar atenção (Ruijter, 2000).

Alguns trabalhos estudaram os efeitos da cafeína cafeína na melhora da atenção para dirigir veículos em pessoas que haviam ingerido álcool. Os resultados, embora apontem alguma melhora da atenção, não diminuem satisfatoriamente os efeitos danosos do álcool em relação aos reflexos (Liguori, 2001).

A área cerebral envolvida com atenção e alerta é o tálamo. Experiências com Ressonância Magnética Funcional mostram alterações na função do tálamo depois do estímulo que solicita atenção e alerta seletivo (atenção voluntária). Também se percebem alterações na função dessa área do cérebro depois da administração de cafeína (Portas, 1998).

Um dos trabalhos expressivos sobre a relação da cafeína com a atenção é o de Bernstein e colaboradores (1998). Nesse estudo, os autores avaliam a qualidade do rendimento escolar em crianças escolares após uma dieta livre de cafeína, em comparação com o rendimento antes da retirada.

Houve uma deterioração significativa no tempo de resposta de um teste contínuo de desempenho e atenção com a retirada da cafeína. Essa deterioração no tempo de resposta parece ter persistido por 1 semana. A conclusão de Bernstein foi de que, 24 horas depois das crianças interromperem o uso da cafeína, houve uma importante diminuição no desempenho e no tempo de reação de uma tarefa que requer a atenção expontânea.

Para a desatyenção típica do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade o metilfenidato (Ritalina) tem sido bastante eficaz. Como opção ao metilfenidato são usados também os antidepressivos tricíclicos (amitriptilina, por exemplo). A ação da cafeína para tratamento desse transtorno, não tem merecido crédito atualmente mas, a despeito da literatura, na prática clínica se observa um efeito muitíssimo gratificante que algumas crianças. 

Apnéia do Recém Nascido
A apnéia é o distúrbio respiratório mais freqüente no período neonatal. Define-se Apnéia como a parada de respiração com duração superior a 5 segundos. A apnéia será patológica se for seguida de diminuição dos batimentos cardíacos (bradicardia) e palidez da pele (cianose).

Na maioria das vezes, a apnéia é uma ocorrência isolada, mas que pode colocar o recém-nascido em risco de vida, quando não é prontamente reconhecida e adequadamente tratada. Freqüentemente a Apnéia Neionatal ocorre em crianças com baixo peso (inferior a 2.500g) e prematuros mas, excepcionalmente, a apnéia grave também pode ocorrer no recém-nascido de tempo normal e com peso normal (Andrade Lopes, 2001).

Embora o tratamento oficialmente reconhecido da Apnéia Neonatal seja com Teofilina, em alguns centros do mundo a cafeína tem sido a droga de escolha (Henderson-Smart, 2000). A cafeína tem como vantagens, sobre a teofilina, uma meia vida maior, podendo ser administrada a cada 24h e com menos efeitos colaterais. No Brasil existe a solução ou pó de cafeína para uso via oral. Alguns autores recomendam a administração de cafeína naqueles recém-nascidos que, mesmo em uso de teofilina, ainda estão apresentando apnéias. 

Rendimento Físico
O Comitê Olímpico Internacional (COI) proíbe altas doses de cafeína no organismo. Atletas olímpicos com mais de 12mg de cafeína por mililitro de urina podem ser desqualificados da competição. Isto equivaleria a 4 canecas de 280ml de café fraco; 16 refrigerantes a base de colas; 25 antigripais, etc, de qualquer forma, esses padrões correspondem a altíssimas doses (FitFazio, 2000).

Corredores que tiveram a cafeína equivalente a 2 xícaras de café (330 mg cafeína) uma hora antes do exercício, correram 15 minutos mais do que quando eles se exercitavam sem a cafeína.

O efeito da cafeína na performance dos exercícios deve-se, provavelmente, à diferença na percepção do cansaço, ou seja, ela teria um papel ergogênico no desempenho do exercício alterando a percepção neural do esforço e da disponibilidade física (Costil,...1978, Cole, 1996).

Outro estudo em ciclistas que usaram 2,5 gramas de cafeína por quilo de peso corporal, mostrou que eles se exercitaram 29% a mais que o grupo controle sem cafeína (Trice, 1995).

Pesquisas não mostram, entretanto, qualquer efeito da cafeína sobre a força muscular máxima ou sobre as contrações musculares voluntárias. Seu efeito, entretanto, estaria na capacidade de retardar a fadiga, possivelmente devido à sua influência sobre a sensibilidade das miofibrilas ao íon cálcio (FitFazio, 2000). 

para referir:
Ballone GJ, Moura EC - Cafeína - in. PsiqWeb, Internet, disponível em www.psiqweb.med.br, revisto em 2008.





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Em estudo publicado no The Journal of the American Medical Association
(2000;283:2674-2679) de 24 de maio de 2000 pesquisadores do Department
of Veterans Affairs em Honolulu (Havaí) sugerem indivíduos que ingerem
cafeína apresentam um menor risco de desenvolver doença de Parkinson.

Até onde a cafeína ajuda e quando começa a atrapalhar

Ela fica no sangue de quatro a oito horas. Combate a depressão, estimula a memória, mas em doses altas pode prejudicar o sono e os ossos.

cafeína, substância presente no famoso cafezinho, entre outros alimentos, é um dos principais estimulantes naturais. Segundo Andrew Baum, professor de psicologia da Universidade de Ciências da Saúde, em Bethesda, Maryland, a vantagem da cafeína natural em relação às drogas sintéticas é que não se precisa aumentar a dose cada vez mais para obter o mesmo efeito. "Apenas uma xícara pequena de café (50 ml) pela manhã é o suficiente para deixar o cérebro mais alerta", diz Baum.

A cafeína também tem vida longa. Depois de ingerida, ela circula no sangue por quatro a seis horas, em média, podendo chegar até a oito. Nesse período estimula os reflexos, a memória e a concentração. E tem efeito cumulativo. Não é preciso tomar muito café para manter-se ligado por longos períodos.

Além de acabar com a moleza, a bebida tem o poder de combater sintomas da depressão. É que ela costuma ocupar, no cérebro, o lugar da adenosina, substância fabricada pelas células nervosas e que reduz suas atividades, deixando-as mais lentas. “Como a adenosina deprime o sistema nervoso, sua substituição pela cafeína acaba resultando em bom humor”, explica Darcy Roberto Lima, professor do Instituto de Neurologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Unifesp), Brasil.

Estresse e osteoporose 
Um, dois, até três cafezinhos por dia podem ser benéficos. Acima disso, o consumo de alimentos que contêm cafeína pode causar problemas para o sistema nervoso e piorar os efeitos do estresse. Uma dose maior do que 180 miligramas de cafeína por dia (três cafés ou quatro refrigerantes dietéticos), podem prejudicar o sono e causar irritabilidade. A cafeína estimula o sistema nervoso e a pessoa, ao dormir, não consegue liberar em quantidades ideais um outro hormônio chamado melatonina, responsável pelo descanso. Não liberando esse hormônio, não descansa o suficiente e acorda irritada.

É bom saber também que o excesso de cafeína pode ocasionar mais do que insônia. Ela é capaz de interferir na absorção do cálcio. Segundo a ortopedista Pérola Papler, professora da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e especialista no tratamento da osteoporose, a cafeína pode provocar a eliminação do cálcio pela urina. Esse mineral é o mais importante na manutenção da massa óssea.

Após os 30 anos é natural perdermos parte da massa óssea. As mulheres são as que mais sofrem esse efeito. Chegam a perder 0,5% do tecido ósseo por ano. E se essa perda for maior do que 1% ao ano pode, até os 40 anos, desenvolver a temida osteoporose - doença caracterizada pelo enfraquecimento dos ossos. Muitos fatores são responsáveis pela osteoporose, mas sabe-se que a queda dos níveis de estrógeno e progesterona e a alimentação pobre em cálcio são os dois maiores agravantes do problema.
cafeína limitada.

Contra a falência hormonal, apenas a terapia de reposição funciona. Mas em relação à dieta, os médicos recomendam: caprichar nas quantidades de alimentos que contenham cálcio, principalmente na idade de maior formação óssea (entre 12 e 20 anos). O ideal é que se consumam entre 800 a 1200 miligramas de cálcio por dia. Para isso, deve-se incluir nas refeições, por exemplo, dois copos (400 mililitros) de leite (440 miligramas), duas fatias grossas (80 gramas) de queijo-de-minas (550 miligramas) e meio copo (100 mililitros) de iogurte (120 miligramas).

Além disso, limitar o consumo de cafeína, para que ela não prejudique a absorção do cálcio. A nutricionista Celeste Elvira Viggiano, de São Paulo, explica que os principais alimentos ricos em cafeína são mesmo o café, o chá-mate, o chocolate, o guaraná e os refrigerantes à base de cola. Fonte: Salutia.Com

Tomar café pode ser bom até para crianças
O Brasil, maior produtor de café do mundo, está encorajando as crianças em idade escolar a tomar café, introduzindo-o inclusive na merenda, sob argumento de que melhora o desempenho nos estudos e desestimula o uso de drogas ilícitas.
A campanha promocional do Cafés do Brasil deverá atingir entre cinco a seis milhões dos 32 milhões de crianças através de programas nas escolas.

Considerado ousado e ambicioso pela própria organização que reúne produtores e governo, o projeto visa o incentivo e a difusão ao hábito de consumo de café, proporcionando elementos para diminuir a rejeição, quebrar o "tabu" de consumo e demonstrar suas qualidades. O objetivo é mostrar às crianças , didaticamente, todo o processo pelo qual passa o produto , da semente à xícara , disseminando assim o hábito de tomar café. As pessoas que bebem café iniciaram o hábito quando tinham entre nove e 14 anos de idade, segundo pesquisas.

A campanha tenta conquistar alguns médicos, que se opõem à promoção do consumo do estimulante cafeína pelas crianças, explicou Carlos Brando, coordenador de marketing do programa, durante Simpósio Mundial de Chá e Café realizado na Holanda.
Pesquisa realizada no país abrangendo 150.000 crianças revelou que aquelas que beberam café tiveram melhor desempenho na escola e menor probabilidade de usar drogas ilegais ou álcool, disse Brando.

Estudo dirigido pelo dr. Darcy Lima, professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro, identificou ácidos clorogênicos no café como um componente que estimula as áreas de satisfação do cérebro. Isso diferencia o café dos refrigerantes à base de cola que estimulam somente pela cafeína.

"A maior vantagem é que o café é uma bebida natural, que contém mais de 600 substâncias," disse. Além disso, as pessoas que habitualmente tomam café têm menor probabilidade de sofrer depressão. Mais pesquisas nesse sentido estão sendo realizadas por Institute for Coffee Studies at U.S. Vanderbilt University, fundado há dois anos com recursos do Brasil e outros países produtores de café.

O Brasil tem agora um consumo anual interno de quase 14 milhões de sacas, comparados com os cerca de 6,5 milhões de dez anos atrás, disse Brando Isso representa quatro quilos de café por cada habitante, mas ainda está muito longe dos escandinavos que bebem 10 quilos por ano.

Café pode evitar doença de Parkinson
Café pode ajudar a deter a doença de Parkinson, mas não se sabe o bastante para poder recomendar o aumento do consumo como medida preventiva, segundo um estudo do

Department of Veterans Affairs em Honolulu, nesta terça-feira.Os autores desconhecem como o café atua, mas admitem que a cafeína possa proteger contra a destruição da célula nervosa, o que causa a doença. Disseram ter esperanças de que um dia seja possível encontrar um modo de evitar ou retardar essa doença neurológica.

"O que entusiasma neste estudo é que agora temos ainda mais provas de que fatores ambientais alteram o risco de desenvolvimento da doença de Parkinson," disse G. Webster Ross, um dos autores. "Temos medicamentos que tratam os sintomas," disse. "O que realmente precisamos é um meio de evitar a doença ou retardá-la. Nossos resultados sustentam a hipótese de que isso é possível."

A doença, que causa tremores musculares e fraqueza, afeta cerca de uma em cada 200 pessoas em todo o mundo, muitos deles idosos. Entre as vítimas mais famosas encontram-se o papa João Paulo II, o ex-boxeador Muhammad Ali, o ator Michael J. Fox e a secretária de Justiça dos Estados Unidos, Janet Reno.

O estudo enfocou dados colhidos durante 30 anos de 8.004 homens participantes de um programa cardíaco e descobriu que quem não bebia café tinha um risco de Parkinson cinco vezes maior do que os homens que consumiam cinco ou mais xícaras de café por dia.
Depois de ajustados os dados por idade e consumo de cigarro, o risco da doença era duas a três vezes maior para os que não bebiam café. Relação semelhante foi observada no consumo de cafeína de outras fontes. O estudo está publicado no Journal of the American Medical Association.

"Ainda é cedo demais para recomendar o consumo de café visando evitar a doença de Parkinson," disse Ross. "Embora nosso estudo tenha descoberto uma forte relação entre os bebedores de café e baixos índices da doença, não identificamos a exata causa desse efeito."

Ross disse que estudos anteriores identificaram uma associação entre o tipo de personalidade "ousada" com comportamentos destrutivos, tais como fumo e bebida, e taxas mais baixas da doença. O alto consumo de café pode ser outra característica dessa personalidade, acrescentou.
Fonte:CNNemPortugues

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